Prévia da temporada 2017/18 de La Liga





Vai começar a temporada 2017/18 de La Liga. E o campeonato espanhol tem um cenário diferente, que não apresentava faz alguns anos. O Real Madrid começa a competição como amplo favorito, com um Barcelona perdido, e outros clubes, como o Sevilla e o Atlético de Madrid, com menos Status do que outrora.

O Real Madrid, é com sobras, hoje, o melhor time do futebol espanhol, europeu, e mundial. Ninguém apresenta o mesmo padrão de jogo, e tanta facilidade para enfrentar os mais diferentes cenários mais adversos, como os merengues. Se o adversário baixar suas linhas de marcação, o toque de bola apoiado gera cruzamentos e passes em profundidade, que uma hora encontram concessões na defesa adversária. Se o adversário sai para pressionar a defesa merengue, os defensores, e em especial Sérgio Ramos, batem estas linhas de pressão, e abrem espaço para os homens de frente causarem estragos, que também são feitos se alguém quiser trocar transições.

Com o coletivo afiado, as individualidades aparecem. A maior delas, hoje, é Isco. O centrocampista espanhol ganhou um lugar na equipe após a lesão de Bale, e tomou seu lugar, facilitando ao técnico Zinedine Zidane a melhor implementação de elementos do jogo de posição, o domínio territorial, o controle da posse e a criação de espaços. Em um time sem extremos, os laterais Carvajal e Marcelo são os responsáveis pela profundidade, sustentados pelo ótimo trio Casemiro-Kroos-Modric no meio. Enquanto o brasileiro dá a sustenção sem bola, o alemão e o croata começam a criação junto com os zagueiros, Sergio Ramos e Varane. Benzema virou uma peça importante e quase invisível neste trabalho, com um Cristiano Ronaldo, menos sobrecarregado, parecendo mais leve em campo.

O Barcelona, depois da troca no comando técnico, com Ernesto Valverde assumindo o lugar de Luís Enrique, e a venda de Neymar para o PSG virou uma incógnita. Os primeiros reforços, não empolgaram. Deloufeu, Nelson Semedo e Paulinho em nada animaram um torcedor, que não sabe se Valverde irá retomar o jogo de posição dos tempos de Guardiola, ou vai seguir com o jogo direto de Luís Enrique, que priorizava as jogadas forçadas no MSN, que agora não tem mais Neymar.

O Atlético de Madrid, pareceu mais distante de uma luta pelo título na última temporada. Na tentativa de ser mais letal e propositivo, Simeone tornou o seu time mais ofensivo, perdendo qualidade ao defender a área e arredores, com relação à outras temporadas. Contudo, não se tornou tão forte assim na frente, já que não conta com jogadores de ataque do mesmo nível de Real e Barça. A competitividade perdida em La Liga, quase custou a vaga na Champions, já que os colchoneros dose firmaram no G-4 na rodada final. Fica a expectativa por um melhor desempenho com a consolidação do modelo de jogo, embora sonhar com a taça, vendo o rival Real Madrid tão bem afirmado, será um grande desafio.

O Sevilla, começa um novo ciclo. Jorge Sampaoli atendeu o chamado local, e assumiu a seleção argentina. Em seu lugar, assumirá a equipe o seu compatriota Eduardo Berizzo, outro discípulo do Bielsismo, embora menos radical.

O Villarreal fez um mercado de razoável para bom, se mantendo competitivo. A principal baixa no El Madrigal, foi a de Mateo Musacchio, que rumou ao Milan. De resto, todos os destaques da campanha na última o seguem primeiro lá, Gaspar, Soriano, Manu Trigueros, Sansão e Bakambu. E os reforços foram bons, com Ruben Semedo na zaga, e Enes Ünal e Carlos Bacca no ataque.

O Submarino Amarelo deverá lutar pela condição de quinta força com os times bascos, em especial a Real Sociedad e o Athletic Bilbao. A Real manteve algumas peças importantes, como o goleiro Geronimo Rulli e o zagueiro Inigo Martínez, mas perdeu o lateral Yuri Fetiche para o Paris Saint-Germain, e o atacante mexicano Carlos Vela para a MLS. Outros bascos, Alavés e Eibar, de recentes boas performances, também podem surpreender, mesmo que estejam um degrau abaixo dos vizinhos.No caso dos blanquiazules, a equipe vice campeã da Copa do Rei na última temporada, apresentou vários talentos, como Theo Hernández, Marcos Llorente, Victor Camarasa e Deyverson, sendo sempre bem postada taticamente pelo técnico Mauricio Pellegrino. A nona colocação em La Liga, no entanto, foi sucedida por uma debandada nesta janela. A maioria dos jogadores que estavam emprestados voltaram aos seus clubes, e o técnico tomou o rumo do Southampton). O jovem treinador Luis Zubeldía terá a missão de manter o nível, mesmo com um time remodelado.

Outro time a ser considerado nesta briga é o Las Palmas, que perdeu Roque Mesa para o Swansea, mas terá Vitolo emprestado pelo Atlético de Madrid por seis meses, além de ter agregado o atacante argentino Jonathan Calleri. Os canários terão dificuldades para resolver os problemas estruturais da última temporada, mas quando encaixam seu jogo, são capazes de fazer estragos.

Na parte inferior da tabela, se espera não ver novamente o Valência. Os Ches vem vivendo épocas bem complicadas recentemente, estando sempre mais perto da zona de baixo do que dos postos europeus. Contudo, a estabilidade parece estar voltando, já que após constantes trocas de treinador, Marcelino García Toral, enfim, está emplacando um bom trabalho. O Betis, é outro que até rebaixado foi recentemente, mas parece ter condições de surpreender, e terminar dentro do Top-10.

O Leganés mostrou um ótimo padrão de jogo, e não caiu na última temporada, mas também ficou boa parte da temporada perto da zona de rebaixamento, e não terá vida fácil para se manter na elite. Getafe e Girona, que subiram da Liga 123, apresentam projetos interessantes, e também tentarão escapar da degola. Os catalães contam com vários jogadores emprestados pelo Manchester City no elenco, entre eles o brasileiro Douglas, e serão mais uma atração na Liga das estrelas.


Imagem: Sky Sports
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