Milan: um gigante despertando


OFICIAL: Leonardo Bonucci é o novo reforço do Milan



Um gigante, que busca se reerguer como merece. Assim podemos definir o Milan no último mercado de transferências. O Rossonerro conquistou apenas um scudetto nesta década, ainda na temporada 2010-2011, e só dois títulos de campeão nacional neste século, além de duas Champions, a última delas em 2006-2007, ou seja, há dez anos. Mais do que isto, o Milan não joga um jogo de Champions desde março de 2014, quando foi goleado, por 4 a 1, pelo Atlético de Madrid no Vicente Calderón.


Desde o último mês de abril, no entanto, é possível detectar uma retomada no projeto rossoneri. O Milan foi comprado por um consórcio chinês por quase 800 milhões de euros, junto ao grupo Finivest de Sílvio Berlusconi. Desde a chegada de Vincenzo Montella, ainda no começo da temporada passada, quando a compra pelos chineses já era dada como certa, o time vem ganhando força, com um novo padrão de jogo, se adaptando as novas realidades táticas do futebol europeu e italiano, e aproveitando muitos jovens da sempre forte categoria de base. Contudo, com a chegada do dinheiro chinês, o Milan pode ir às compras nesta janela de transferências 2017-2018, contratando muitos jogadores interessantes, que podem ser considerados da elite do futebol mundial em sua maioria.


Acima de tudo, também são reforços que se encaixam na filosofia de trabalho do técnico Montella, que poderá repetir idéias que trabalhou com sucesso nos tempos de Fiorentina, mas com muito mais qualidade e potencial para um grande trabalho. Isto só acontece, por conta de o diretor-geral Marco Fassone, e o diretor-esportivo Massimiliano Mirabelli, trabalharem juntos, e em sintonia e contato direto com o técnico, algo fundamental para que qualquer projeto venha a dar certo.


O Milan contratou jogadores jovens com certa experiência, casos de Andrea Conti, Mateo Musacchio, Ricardo Rodriguez, Franck Kessié, Hakan Çalhanoglu, André Silva, e Fabio Borini, além do centroavante croata Nikola Kalinic. Mas são os veteranos Leonardo Bonucci e Lucas Biglia, que devem liderar em campo este novo projeto. Enquanto o zagueiro é o homem ideal para uma equipe que quer aplicar o jogo de posição, pela sua capacidade de aplicar passes curto e longos, iniciando o trabalho de bola com qualidade da base da jogada, o segundo é um centrocampista capaz de controlar o jogo em diversos modelos e circunstâncias, e ambos se encaixariam tanto no 4-3-3 da temporada passada, como em um eventual 3-4-3/3-5-2, empregado por Montella nos tempos de Fiorentina.


Este novo Milan, começará por Gigio Donnarumma, que após uma longa novela, acertou a sua renovação de contrato. À sua frente, Leonardo Bonucci é peça certa. Se a equipe contar com um trio de zagueiros, ele deve ter de maneira geral, ao seu lado, Romagnoli e Musacchio, zagueiros ainda jovens, mas com uma certa experiência, e que parecem prontos para brilhar em palcos maiores.
No meio-campo, Lucas Biglia deve coordenar as ações, atuando ao lado do costa-marfinense Kessie, e do ótimo cobrador de faltas Çalhanoglu. Kessie irá assegurar força física e explosão ao setor, repetindo a parceria de sucesso que fez na Atalanta com o jovem Andrea Conti, que deve ser ala ou lateral pelo lado direito. No lado esquerdo, o suíço Ricardo Rodriguez, que estava no Wolfsburg, enfim terá uma grande oportunidade na carreira, podendo brilhar em um palco digno do seu futebol. Jogador de lado, com tendências para ocupar zonas interiores do campo, ele se encaica perfeitamente no conceito de futebol idealizado por Montella.

No ataque, o jovem português André Silva, ex-Porto, chegou cercado de expectativas, e poderá ter a companhia de outro goleador, Nikola Kalinic, no setor mais adiantado do campo. O Milan ainda conta com outras belas opções, como o extremo espanhol Suso, o meia Montolivo, o playmaker Giacomo Bonaventura, e o mediocentro Manuel Locatelli.

Só foi possível ao Milan contratar tanto, sem ser punido pelo fairplay financeiro da UEFA, por conta de ter estado ausente das competições da UEFA nas últimas três temporadas. Na atual, contudo, os rossoneris irão jogar a Liga Europa, e entram na competição como favoritos, na frente de Zenit, Arsenal e Everton, por exemplo. Sim, ainda falta ver o projeto em campo e na prática, mas o Diavolo volta a ter as condições para ser de fato competitivo, depois de muito tempo. Será uma tarefa complicada evitar o sétimo Scudetto consecutivo da Juventus, mas o Milan, assim como Napoli e Roma, tentarão dar à Itália um novo dono no futebol.
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