Grandes Times: o Mallorca de 2002-2003

Grandes Times: o Mallorca de 2002-2003



O Mallorca, hoje é um mero coadjuvante do futebol espanhol. Outrora, já foi um clube importante, e que colocava medo nos adversários. Tudo começou no final dos anos 90, especialmente após a chegada do treinador Hector Cúper, o mesmo que faria sucesso no Valência, e que foi vice-campeão da Copa africana 2017 com o Egito. Ele elevou o patamar do clube, que em 2001, fez sua estréia na Liga dos Campeões. 

Na temporada 2002-2003, sem copas européias, e já com Gregorio Manzano no comando técnico, o Mallorca entrou com foco total na Copa do Rei. Com peças como o habilidoso meia argentino Ibagaza, o atacante camaronês Samuel Eneto´o, o espanhol Riera, o uruguaio Pandiani, o goleiro argentino Leo Franco, e Miguel Ángel Nadal, o elenco também era muito forte. Não havia motivos para não sonhar.

O Mallorca fez uma grande temporada em La Liga, conquistando vitórias em campos sempre complicados, como San Mamés, Camp Nou o Santiago Bernabéu. Contra os "Galácticos" do Real Madrid, os isleños aplicaram um 5 a 1, com gols de Pandiani, Riera, Eto´o, Roberto Carlos contra e Carlitos. O Mallorca encerrou o Campeonato em 9° lugar, mas no que importava mesmo, era a Copa do Rei.


Começo complicado, final histórico


O Mallorca começou a disputa da Copa do Rei no dia 11 de setembro de 2002, enfrentando o Gramenet. Em Santa Coloma, os comandados de Manzano venceram por 1 a 0, com um gol de Álvaro Novo, nos acréscimos, assegurando assim a classificação, já que a etapa era em jogo único.
O rival do Mallorca na etapa seguinte foi o Hércules.

Após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, o time de Manzano avançou com um triunfo por 4 a 3 nas penalidades, com o goleiro Leo Franco sendo o grande herói, ao defender dois disparos herculinos.

As oitavas de final já seriam em eliminatórias de dois jogos, com o sorteio colocando o Real Valladolid no caminho do Mallorca. No Son Moix, os blanquivioletas arrancaram um empate nos últimos minutos. Harold Lozano havia colocado os bermellones na frente, mas Xavi Moré empatou antes do intervalo. Pandiani, no segundo tempo, voltou a colocar o Mallorca em vantagem, mas um gol de Pachón igualou tudo de novo. Em Zorrilla, um hattrick de Carlos ajudou o Mallorca a golear por 4 a1, e seguir adiante.


Imagem: abc.


Nas quartas de final, o Mallorca teve como rival o Real Madrid. No Santiago Bernabéu, empate em 1 a 1. Em Son Moix, os baleares massacraram os blancos com show de Eto'o, e se asseguraram nas semifinais.

Nas semifinais, o Osasuna encarou o Recreativo de Huelva, enquanto o La Coruña foi o rival do Mallorca. Os blanquiazules, de grande sucesso na época, sucumbiram diante da força balear en Riazor. Com dois gols de Pandiani e um de Eto´o, o Mallorca chegou a estar vencendo por 3 a 0. Com gols de Tristán e Makaay, o Deportivo descontou para 3 a 2, e e foi para a volta no Son Moix com esperanças. Neste segundo jogo, Fran chegou a colocar os galegos na frente do marcador, mas um tento de Ibagaza decretou o empate, e a classificação do Mallorca para a decisão.

Era a terceira chance dos baleares de conquistar a taça. Em 1991, o time perdeu para o Atlético de Madrid na prorrogação, enquanto em 1998, foi derrotado nos pênaltis pelo Barcelona. Nesta ocasião, disputou a Supercopa contra os catalães, e se sagrou campeão.


A final

Na grande decisão, o rival foi o Recreativo de Huelva. Nenhum dos dois clubes já havia conquistado a competição, o que mobilizou muito as duas torcidas. Com um gol de Pandiani, e dois de Eto'o, o Mallorca venceu por 3 a 0, assegurando o seu primeiro grande título.


Imagens nadaladas.wordpress



Após esta conquista da Copa do Rei, a vida do Mallorca virou uma montanha russa. Entre participações em torneios da UEFA, e boas campanhas na Copa e na liga, vieram vários rebaixamentos, que foram tirando relevância do clube no cenário espanhol.

Time-base: Leo Franco; David Cortés, Fernando Niño, Miguel Nadal (Lussenhoff), Poli; Harold Lozano; Álvaro Novo, Ariel Ibagaza, Albert Riera; Samuel Eto'o e Walter Pandiani. Técnico: Gregorio Manzano
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