Kroos e Modric: a dupla que mudou a história recente do Real Madrid

Kroos e Modric: a dupla que mudou a história recente do Real Madrid


O equílibrio do Real Madrid nos últimos anos, se deu a partir da chegada de Luka Modric ao Santiago Bernabéu. Se antes da chegada do croata, o Real comemorava o trauma de parar eliminado sempre em oitavas-de-final de champions, mas já começava a enfrentar um tabu de eliminações nas semis, após sua vinda, os merengues já alcançaram três finais de Champions em quatro temporadas, com duas conquistas até o momento. Na outra ocasião, o Real acabou eliminado nas semifinais, pela Juventus, adversária da final de Cardiff no Sábado. Na temporada da conquista de La Decima em Lisboa, Modric formou uma espetacular trinca de meio-campistas com Xabi Alonso e Dí Maria. No começo da temporada 2014-2015, os dois rumaram para Bayern de Munique e Manchester United, respectivamente. Contudo, um novo centrocampista espetacular foi contratado: Toni Kroos.

Possivelmente, o melhor passador puro da atualidade, Toni Kroos ajudou muito o jogo posicional do Real Madrid, e o treinador Zinédine Zidane, após assumir os blancos, tornou a dupla Modric-Kroos a base da sua equipe. Como o extremo-direito galês Gareth Bale tem sofrido demais com lesões, o centroavante francês Karim Benzema tem sido bastante irregular, e o atacante português Cristiano Ronaldo é hoje um  finalizador, havia a necessidade de reestruturar a equipe merengue. Com raras exceções, La Liga e a Liga dos Campeões são vencidas por equipes que dominam a posse da bola, mas sobretudo, os jogos. E foi a partir de seu meio-campo, que o Real passou a dominar os adversários.

A entrada de Casemiro na equipe, durante a reta final da temporada 2015-2016, atrás de Kroos e Modric, deu a total liberdade para que os dois atuassem como interiores, e foi a chave para a conquista de La Undecima. A entrada de Isco à frente do trio foi a chave para o Real chegar na final da Champions em 2017, com o jogo apoiado e a troca de passes sendo a chave na manutenção da posse e na  busca por espaços no setor ofensivo. E certamente, passará pelo trabalho no domínio do meio-campo e na construção das jogadas qualquer possibilidade de conquista em uma final contra uma Juventus, muito sólida defensivamente, consciente de seu sistema de jogo e com alta capacidade de associação em fase ofensiva.



Imagem: Focus
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