Dybala e Cristiano Ronaldo: o futuro e o presente na final da Champions

Juventus x Real Madrid - Final da Champions League 2017: Data, horário, TV e local

Juventus x Real Madrid final da UEFA Champions League 2017



Dybala e Cristiano Ronaldo. Quase dez anos os separam, mas a qualidade no futebol os aproxima. Os dois foram os responsáveis por conduzir Juventus e Real Madrid até a final da UEFA Champions League 2016-2017, seja gerando futebol, seja gerando gols.

O futuro Bola de Ouro?


A jóia. Assim, dá para definir Paulo Dybala. Se a defesa é o que dá sustentação para uma Juventus multicampeã há algum tempo, o time se consolidou mesmo foi quando passou a ter um ataque igualmente poderoso. A chegada de Tevez em 2013 ajudou muito nisto, mas após a saída de Carlitos, em 2015, Dybala não deixou torcedor nenhum com saudades, se mostrando um jogador bem mais completo, e capaz de fazer a diferença a favor da sua equipe, do que seu antecessor.

Dybala é do tipo de jogador que se nota fácil em campo. Ele gera futebol, quebra linhas de defesa, se movimenta, abre espaços, faz os companheiros jogarem. Quando Allegri o efetivou na mediapunta do time, como um ponta-de-lança, ele passou a render ainda mais. Se a defesa adversária está fechada, Dybala vira um atacante ao lado de Higuaín e Mandzukic no 3-4-1-2, onde os dois alas (Daniel Alves e Alex Sandro) dão profundidade e alargam o campo, deixando o trio de frente com liberdade para atuar adiantado pelo miolo. Se a defesa adversária marca pressão e sai mais, pode dar espaços entre as linhas para Dybala trabalhar. E aí, ele é letal.

Com apenas 23 anos, Dybala já é um dos quatro jogadores mais cotados para ganhar a Bola de Ouro em 2017, ao lado de Messi, Cristiano Ronaldo e Buffon, três monstros sagrados da história do futebol. Isto já fala muito sobre este craque, que só tende a evoluir com o passar dos anos. Dybala, de uma maneira geral, gosta de trabalhar em campo da mesma maneira que Messi, e é o jogador que surgiu depois de Messi que mais se assemelha à ele, só não tento a capacidade de aceleração e a rapidez de raciocínio do 10  do Barcelona. De resto, é um jogador quase indefensável. Sua semelhança com Messi é ainda mais ressaltada, por conta de os dois terem se destacado atuando ao lado de Daniel Alves, um lateral/extremo capaz de ativar o melhor do futebol desta dupla de extraterrestres.


Cristiano Ronaldo 2016-2017 foi menos goleador, mas mais jogador e efetivo






Recuado para a mediapunta, Dybala foi menos goleador na temporada 2016-2017, do que havia sido nas anteriores. Cristiano Ronaldo também passou por isto, mas não teve tantas alterações em seu posicionamento em campo. A alteração na vida de Cristiano Ronaldo foi muito mais nas funções que o mesmo executa em campo. Zidane soube aproveitar bem o seu melhor jogador. O protegeu, poupou quando necessário, e Cristiano soube trabalhar para a equipe, como fez com Portugal na Euro. Chegou no final da temporada voando, fez a diferença na reta decisiva, e pode ganhar a sua quinta Bola de Ouro na carreira, tendo convivido na mesma era que Lionel Messi.

Mais descansado do que em outras épocas, Cristiano Ronaldo disputou 9 jogos nos 40 dias decisivos da temporada, marcando impressionantes 14 gols. Não conseguiu a artilharia de La Liga, mas teve o título que interessa, que é o de campeão com a sua equipe, que por sua vez não foi tão dependente dele como outrora.

Possivelmente, Cristiano Ronaldo seja o finalizador mais completo da história do futebol. Contudo, não precisa necessariamente marcar um hat-trick por jogo para provar isto. Suas atuações quando só busca o gol, são as piores. Com a alteração do sistema merengue no decorrer da temporada, do 4-3-3 para o 4-3-1-2, CR7 passou a ser mais um atacante móvel, do que um falso extremo.

O futebol de Cristiano Ronaldo também cresceu depois que ele passou a atuar ao lado de Isco na temporada. De quase dispensável à imprescindível, o ex-malaguista se converteu no mais importante jogador madridista na campanha em La Liga, sabendo usar os minutos em campo no time reserva, ou entrando no decorrer dos jogos, aproveiando a lesão de Bale. Com Isco, o Real passou a atuar no supracitado 4-3-1-2, com ele atuando na mediapunta adversária, e se tornando um grande aliado se CR7 e Benzema na frente. Isco melhorou o jogo associativo da equipe, as transições e a pressão no meio. Os últimos três gols de Ronaldo foram marcados com passes dados pelo espanhol, mostrando como a dupla está afinada.
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