A decepcionante temporada do Stoke




Em 2015, o Stoke City chamou a atenção do mundo, ao aquecer o mercado da Premier League com contratações interessantes, e parecer indicar uma mudança drástica em seu estilo de jogo. Os arremessos laterais de Rory Delap para o gigante Crouch pareciam ter ficado para trás, dando lugar a uma estrutura tática mais trabalhada, e jogadores bem mais talentosos. O técnico Mark Hughes parecia disposto a implementar um jogo de posse no Bet365 Stadium, mas, como todo o técnico que busca isto na Premier League, logo percebeu que teria muito trabalho.

A Premier League e o seu estilo de jogo marcado por transições rápidas, não parecem dar as condições mais propícias ao trabalho de posse com a bola. A maioria das equipes buscam trocar ataques com o rival. Mudar esta filosofia na cabeça de um elenco necessita tempo. Qualidade, o Stoke sempre teve em seu elenco nos últimos tempos. Na temporada passada, e até mesmo nesta, os Potters protagonizaram excelentes jogos, sobretudo em casa, mas ficaram devendo fora. A situação piorou, quando jogadores com históricos pesados de lesões, como Bojan Krkic (que hoje está no Mainz 05 da Alemanha), Xherdan Shaqiri, Ibrahim Afellay e Glen Johnson começaram a somar lesões de maneira simultânea. Marko Arnautovic  passou a ser o grande esteio da equipe, com nomes como Imbula, Saido Berahino e Wilfried Bony, não convencendo de princípio, assim como o o jovem egípcio Ramadan Sobhi.

Contratado para comandar o toque de bola do Stoke, Joe Allen também decepciona até aqui. O "Pirlo dos Castelos" mostra mais uma vez a irregularidade dos tempos de Liverpool. Qualquer projeto para a próxima temporada, passa por ele, especialmente se a intenção for manter este estilo de jogo. Se a idéia for alterar, no entanto, uma grande renovação no elenco deverá ser vista.



Imagem: BBC
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