Euro Sub-17 2017: Resumo final





Foi disputado neste mês de maio o Europeu Sub-17 de 2017, na Croácia. A competição, segue com dominância das seleções ibéricas. Após o título de Portugal em 2016, neste ano a taça ficou com a Espanha, que a conquistou de maneira para lá de emocionante. Vamos a um resumo da competição.


A Espanha Campeã

A Espanha Sub-17 campeã européia em 2017, foi moldada por Santi Denía de maneira um pouco diferente do habitual. Trabalhando no mesmo sistema da seleção principal, a Fúria, contudo, não valorizava muito a posse e até se retraia bastante em alguns momentos, com uma postura para lá de conservadora, como foi contra a Inglaterra na final. A Espanha se retraiu demais no começo do jogo, sofreu um gol dos ingleses, saiu um pouco, e empatou no final do primeiro tempo. Na segunda etapa, novamente começou muito atrás, sofreu o gol, saiu mais para o jogo, e nos acréscimos, empatou, assegurando a taça nas penalidades.

O grande jogador da competição, foi o atacante espanhol Abel Ruiz. A maturidade dele assusta, e o Barcelona deve ter um jogadoraço em um futuro próximo. Sua velocidade, aliada ao arremate muito preciso, o tornam um talento diferenciado, que ainda por cima tem grande capacidade associativa. Seu companheiro Sergio Gómez, é outro talento muito promissor. Mediapunta, atuou como extremo em boa parte da competição, chegou a perder espaço no elenco, retomou, e mostrou muito potencial, especialmente ao voltar para a sua posição de origem na final.

Os laterais espanhóis Morey e Miranda também sempre foram armas muito perigosas do time espanhol. Os avanços dos dois ao ataque dificilmente eram desativados pelos rivais, e geravam uma superioridade letal, de fora para dentro, nos ataques da Fúria.

Inglaterra, mais uma vez ficou no quase



O English Team saiu da Croácia bastante frustrado por deixar a Croácia sem um título que parecia ganho. Mas se há um jogador que deixou boa impressão, foi Jadon Sancho. Com ótimas condições técnicas e físicas, Sancho é ótimo no 1x1, tem talento ímpar para gerar vantagens quando ativado, e arremata muito bem ao gol.O talento e o potencial de Sancho fazem acreditar que o Manchester City terá um grande jogador em um futuro próximo.

Já Phil Foden, canhoto que atua no extremo oposto ao de Sancho, jogando pela direita, é outro que fez um bom papel, com muita capacidade associativa. Também é da base do Manchester City. O mediapunta Callum Hudson-Odoi, do Chelsea, foi outro que deixou boas sensações.

As vagas para o Mundial



Além da campeã Espanha, a vice Inglaterra, os semifinalistas Alemanha e Turquia, e a França, serão os representantes do continente europeu no Mundial Sub-17 de 2017, a ser realizado na Índia, no segundo semestre.

Das seleções que não chegaram na final, ninguém chamou tanto a atenção quanto o turco Atalay Babacan. Melhor Mediapunta do Europeu, conduziu a Turquia ao Mundial, mostrando virtudes como visão de jogo, precisão no passe e capacidade de pifar os companheiros na cara do gol.

A Alemanha apresentou o atacante Jann-Fiete Arp, autor de dois hat-tricks no torneio, e outros Bona valores, como o extremo direito John Yeboah, o ótimo Mediapunta Elias Abouchabaka, mas foram os dois zagueiros, Jan Boller e Lars Lukas Mai, que chamaram mais a atenção, pela boa condição na saída de bola, a capacidade de avançar a equipe para o campo de ataque, e até armação de jogadas. 9 

Já a seleção francesa deu a sua contribuição com o centroavante Amine Gouiri. Um artilheiro com bom posicionamento e faro de gol, além  de boa capacidade no 1x1 perto da área, e que é mais uma esperança da ótima base do Olympique de Lyon. Outra individualidade a chamar a atenção foi a do extremo direito Yacine Adli.

Das seleções que não alcançaram vaga para o Mundial, há de se destacar Holanda e Hungria. O time holandês, comandado por Kees van Wonderen, apresentou muitas dificuldades para propor jogo, dependendo demais dos desequílibrios do extremo direito Mohamed Mallahi, que muitas vezes tinha dificuldades para se associar e encontrar espaços. Os meias Achraf El Bouchataoui e Juan Familio-Castillo até apresentaram boa capacidade de construção, mas ausência do jogo apoiado prejudicou a equipe como um todo. Já a Hungria, mostrou ao mundo o bom meia Dominik Szoboszlai e o habilidoso extremo esquerdo Kevin Csoboth, mas caiu muito de rendimento com o decorrer da competição, e deixou escapar uma vaga para o Mundial da Índia.

A dona da casa Croácia, assim como as demais seleções Bálticas, decepcionaram. Outra decepção foi a Itália do centroavante Kean, que não conseguiu desenvolver, por questões físicas, o que era dele esperado. Escócia, Irlanda e Ilhas Faroé, que dificilmente aparecem em fases finais de grandes competições tiveram ao mundo a chance de mostrar os seus jovens, e destes, quem se destacou mais foi o mediapunta escocês Jack Aitchison. Ucrânia e Noruega foram outras seleções que não mostraram muito, e passaram longe do protagonismo.



A seleção da competição: Luca Plogmann (Alemanha); Mateu Morey (Espanha), Panzo (Inglaterra), Jan Boller (Alemanha) e Juan Miranda (Espanha), Jandro Orellana (Espanha); Phil Foden e Jadon Sancho (Inglaterra) e Atalay Babacan (Turquia); Amine Gouiri (França) e Abel Ruíz (Espanha).




Imagem: UEFA



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