O de sempre, fez o de sempre





O Real Madrid recebeu nesta Terça-feira, o Bayern de Munique no Santiago Bernabéu,  em jogo válido pela partida de volta das quartas de final da UEFA Champions League 2016/17. A equipe merengue tinha vencido o jogo de ida por 2 a 1, na Allianz Arena, e podia até perder por 1 a 0, mas acabou se perdendo um pouco, levou  2 a 1 no tempo normal, e na sequência, virou o jogo para 4 a 2 na prorrogação, em uma partida extremamente emocionante e intensa.

Precisando reverter a derrota sofrida em solo alemão, o Bayern começou o jogo pressionando, com as suas linhas bem altas. Já aos 8 minutos, Marcelo teve de se jogar para bloquear um chute de Thiago Alcântara, e Robben perdeu uma boa chance no rebote. Na sequência, Vidal ainda teve mais uma chance, em um verdadeiro bombardeio bávaro. Jogando em um 4-3-1-2, com Isco no lugar do lesionado Bale, o Real Madrid perdeu muito da sua estrutura, e acabou abocanhado por um Bayern que se agigantava. 

Sem extremos, o Real não conseguia atacar dos lados para dentro com bola no chão, e perdia muito em profundidade, passando a depender demais do jogo ofensivo de Carvajal e Marcelo, e dos tradicionais cruzamentos posicionais. O  problema, é que o Bayern era muito forte com a bola, com  Ribery e Alaba pela esquerda, e especialmente Lahm e Arjen Robben pela direita, atacando muito e bem, o que muitas vezes abria espaços pelos dois flancos, com ataques no espaço deixado pelos laterais merengues. Pelo miolo do campo,  Xabi Alonso, Vidal e Thiago encontravam espaços, com opções de passe pelos dois lados. A transição defensiva do Bayern, diante de tanta exposição, era boa.

Após a pressão inicial, o Real Madrid foi retomando o controle das ações na parte final do primeiro tempo. Entre os passes de Toni Kroos, os dribles de Isco e os movimentos de Benzema, o time merengue se movia ao ataque, mas parava na má pontaria, especialmente de Cristiano Ronaldo, que não começou o jogo bem. Contudo, o gol do  Bayern parecia questão de tempo. E foi. Logo no começo da segunda etapa, Robben foi derrubado por Casemiro dentro da área. O ex-jogador do São Paulo vinha fazendo um ótimo jogo, cobrindo diversos problemas defensivos do Real Madrid, ajudando a equipe em transições pós recuperação, mas passou a ficar tonto diante de tanto trabalho com as incisões dos pontas e laterais do Bayern. Na cobrança da penalidade, Lewandowski não perdoou, e abriu o placar.

Com seu time totalmente envolvido por Ribéry e, em especial, Robben, Zidane precisou mexer, retirando Benzema de campo para a entrada do extremo-esquerdo Marco Asensio. Assim, o Real passou a atuar no 4-3-3, e controlar melhor as infiltrações de Lahm e Alaba. O ataque do Bayern passou a sofrer bem mais, especialmente após a entrada do extremo-direito Lucas Vázquez, no lugar de Isco. Na sequência, Cristiano Ronaldo acabou empatando o jogo, recebendo assistência de Casemiro pelo alto.

O Bayern continuava apenas precisando de um gol para se manter na disputa, e ele chegou logo depois, em um lance confuso na área espanhola, onde Sérgio Ramos marcou contra. Alguns minutos antes do final do jogo, Vidal viu o segundo amarelo, e deixou o Bayern com dez homens em campo. A resistência apresentada pela dupla de zaga do Bayern, especialmente por Hummels, soberano ao defender sua área, seria mais testada ainda no tempo extra.

Na prorrogação, o gigante da Baviera seguiu tomando a iniciativa. O Real Madrid continuava cauteloso mesmo com um homem a mais, até que Sérgio Ramos encontrou Cristiano Ronaldo no meio da área, e o português dominou no peito, e com o pé esquerdo marcou novamente. Na sequência, Cristiano Ronaldo completou o seu hat trick, recebendo assistência de Marcelo, e Asensio marcou o quarto gol merengue, que colocou a equipe em sua 7° semifinal de Champions consecutiva.


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