Barcelona dominou o Sevilla para conquistar uma importante vitória



O Sevilla de Jorge Sampaoli era uma das equipes que despertavam mais expectativas para a temporada 2016-2017. O estilo empregado pelo treinador na Universidad de Chile e na Seleção chilena, tinha uma proposta de jogo para lá de interessante, que aliada ao elenco montado com maestria por Monchi, formava uma fórmula quase que ideal para o sucesso. Logo, o argentino estruturou a sua equipe com um espetacular N´Zonzi como pivote, e Nasri como criador. Enquanto os franceses estiveram em forma, especialmente o último, o futebol rojiblanco foi exuberante. Após a queda física deles, e de outras peças, as coisas mudaram.

Mas, mais do que a queda física de peças importantes, o Sevilla parece ter sentido o cansaço mental. Quando as coisas dão errado, por mais que seja por capricho do maroto futebol, a coisa pesa. Contra o Barcelona, nesta quarta-feira, no Camp Nou, o Sevilla foi inferior sob o aspecto técnico, tático e físico. Mas que o mental pesou, pesou. Desde o príncipio, o Barcelona marcou pressão a saída de bola rojiblanca. Com as linhas do seu 3-4-3 muito bem compactas, os catalães atrasavam muito  a saída de jogo do time de Sampaoli, e impediam a saída adversária para os contragolpes, com uma ótima pressão pós perda. Quando passou a adiantar mais suas linhas e marcar o Barça na frente, o Sevilla pouco criou, o que criou desperdiçou, e ainda foi fortemente castigado com o contragolpe culé, sofrendo demais na hora da transição defensiva e da recomposição.

Se com a bola, o Barcelona atuava no 3-4-3, sem ela passava para um 4-4-2, mas muitas vezs, Messi passou a fechar pela direita, aproveitando as costas de Vitolo, deixando apenas Suárez no miolo do ataque. Iniesta atuava como interior, e ativava o ataque a todo momento. E foi assim, que saiu o primeiro gol Culé. Após uma retomada de bola, Messi arrancou pelo flanco direito, e cruzou na área. Suárez disputou com Mercado, e ganhou no corpo. A bola sobrou, e o uruguaio, de puxeta, arrematou sem chances de defesa para Sergio Rico. Na sequência, o próprio argentino arrematou para o gol uma jogada iniciada por Neymar na esquerda, e que contou com Suárez dando assistência. Messi ainda fez o terceiro tento blaugrana, após uma jogada de escanteio, fechando o placar.

Na segunda etapa, o Barcelona diminuiu seu ritmo, enquanto o Sevilla mandou Kranevitter ao campo, na tentativa de melhorar a contenção e adiantar N'zonzi, para melhor circular a bola. O Sevilla não foi sufocado, mas a todo momento o Barcelona esteve mais perto do quarto gol, do que o Sevilla de descontar. Com a vitória, o Barcelona segue vivo na luta pelo título espanhol, enquanto o Sevilla, há um mês sem vencer, começa a ver em xeque a sua vaga na próxima Champions League, depois de lutar em boa parte de La Liga pela ponta.
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