PSG engoliu o meio-campo do Barcelona, para largar na frente no mata-mata da Champions

PSG engoliu o meio-campo do Barcelona, para largar na frente no mata-mata da Champions
Imagem: http://www.cronicajalisco.com


O PSG x Barcelona desta Terça-feira, abrindo as oitavas de final da UEFA Champions League, prometia ser um grande jogo. Mais por conta da capacidade técnica dos dois times, do que pelo momento. Unai Emery tem sofrido para montar um time tão competitivo no PSG quanto era o de Blanc, e Luís Enrique segue com a sua rotina no Barcelona.

A queda de rendimento do time francês, de uma temporada para outra, fica evidente. Mesmo que ganhe os 13 jogos que lhe faltam na Ligue 1, o Paris ainda somará dois pontos menos que na edição passada do Campeonato, quando contava com Ibra em campo e Blanc no banco. Por isto, mesmo, e por jogar em casa, os parisienses tiveram que tomar a iniciativa contra o Barça. O time começou marcando pressão a saída de bola blaugrana, e forçando erros do adversário. Além disto, ganhava praticamente todos os rebotes, imprimindo um ritmo ofensivo massacrante, a partir da atuação espetacular de seus meio-campistas.

Verratti dominava o meio-campo, como um veterano. O italiano triturava o meio-campo blaugrana. Ao lado de Matuidi e Rabiot, sufocava o toque de bola culé, que praticamente não tinha fluxo. Mesmo Messi e Iniesta não conseguiam armar, tamanho o sufoco que sofriam na marcação. A partir da retomada de bola, Verratti começava a armação, auxiliado por Dí Maria, que revezava entre os lados do campo com Draxler. Qualquer bola recuperada virava uma ocasião de gol, especialmente nos espaços deixados nas costas dos laterais do Barcelona.

Aos poucos, o PSG foi criando chances, e a defesa do Barcelona resistia como dava. Mas aos 20 minutos de jogo, a espetacular atuação parisiense foi premiada. Dí Maria abriu o placar, em uma bela cobrança de falta. O tento sofrido fez o Barcelona se ver obrigado a sair um pouco, e deu a chance ao PSG de baixar suas linhas para respirar, e descansar da pressão sufocante que aplicava. Neste momento, o Barcelona até passou a criar mais um pouco, apostando muito nas bolas forçadas em Neymar pela ponta-esquerda. Invariavelmente, todas as opções de passe do brasileiro estavam sempre bem marcadas, a exceção de André Gomes, que acabou desperdiçando uma chance clara de gol. Aos poucos, o PSG foi retomando a marcação alta, e voltou a complicar os culés. Em uma tomada de bola de Rabiot em cima de Messi, Verratti conseguiu conduzir com liberdade, e encontrar Draxler rasgando a diagonal nas costas de alba. Com eficiência, o alemão chutou cruzado, sem chances de defesa para Ter Stegen, ampliando o placar.

Veio o segundo tempo, e seguiu a superioridade do PSG. O terceiro gol foi consequência. Em uma saída de bola do goleiro pelo chão, Kurzawa superou a marcação pressão do Barça em seu setor e conduziu, até a bola chegar em Dí Maria, ainda fora da área. O argentino desferiu um chute forte, cruzado, que  mais uma vez deixou Ter Stegen sem poder fazer nada, a não ser ver o seu time sofrer mais um gol. Parecia que não podia ser pior para o Barcelona. Mas podia. Na sequência, foi a vez de Meunier rasgar a marcação em uma saída de jogo, e passar por dentro, para servir Cavani. O uruguaio não tremeu na área e ampliou, fazendo o quarto gol do PSG, que praticamente definiu o confronto.


A estatística: Ángel Di María já marcou 15 gols na história da UEFA Champions League: 8 com o Real Madrid e 7 com o PSG.

Você Sabia? Jamais um time conseguiu se classificar em um mata-mata na UEFA Champions League, após perder a ida por 4 a 0.
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