Grandes Times: A Roma de 1980-1984




 Grandes Times: A Roma de 1980-1984 



Time-base: Tancredi; Nela, Maldera, Vierchowod e Di Bartolomei; Falcão, Prohaska (Cerezo) e Ancelotti; Bruno Conti, Pruzzo e Iorio (Graziani)

Técnico: Nils Liedholm


Se na segunda metade dos anos 80 o Milan de Van Basten e o Napoli de Diego Maradona se caracterizaram pelos grandes pegas do Campeonato Italiano, na primeira parte da Década, foi a Roma de Falcao quem fez o papel de arquirrival da Juventus de Platini. Um time que jogava um futebol bonito e de classe,  e que além de Falcao ainda contava com nomes como o zagueirão Bonetti, o bom Prohaska, o então grande meia Carlo Ancelotti, o excelente atacante Bruno Conti e o matador Pruzzo, comandados pelo mestre Nils Liedholm.
No mercado interno, a Roma conseguiu vencer um scudetto e duas Copas da Itália,  mas perdeu outros dois scudettos por ficar dois pontos atrás da Juventus. Vale lembrar, que na época  a vitória dava dois pontos, ou seja, a Loba só não aumentou a sua galeria de conquistas em duas ocasiões por uma vitória. 

O título Italiano sob o comando de Nils Liedholm veio na temporada 1982-1983, o que deu à Roma o direito de disputar a Liga dos Campeões na temporada seguinte. A Roma começou com tudo, eliminando o IFK Gotemburgo, da Suécia, na primeira fase com uma vitória por 3 x 0 no Olímpico (gols de Vincenzi, Conti e Cerezo) e uma derrota por 2 x 1 na Suécia (Pruzzo marcou para a Loba). Na etapa seguinte, o time da Capital Italiana avançou com duas vitórias sobre o CSKA Sofia, da Bulgária (1 a 0, fora de casa  com gol de Falcão e 1 a 0 em Roma com gol de Graziani). Nas quartas de final, veio talvez a grande atuação Romana naquele torneio: Um 3 x 0, fora o baile,  no Dynamo Berlin, da Alemanha Oriental, com gols de Graziani, Pruzzo e Cerezo. Nem a derrota por 2 x 1 na volta tirou a equipe das semifinais, onde eliminou o Dundee United, da Escócia. Mesmo a derrota por 2 x 0 em território britânico foi compensada por um 3 x 0 (dois gols de Pruzzo e um de Di Bartolomei) no Olímpico.

A Roma alcançava a Final da Copa dos Campeões, e jogaria em seu estádio. Era a chance de fazer história, em frente ao seu torcedor. Só que o adversário, era ninguém menos do que o Liverpool, então tricampeão Europeu. Um time forte, e muito difícil de bater ...

Di Bartolomei e Souness trocam flâmulas na final


O jogo foi tão equilibrado que terminou empatado em 1 x 1. Os reds abriram o placar aos 13 minutos, com um gol de Phil Neal. No final do primeiro tempo, a Roma empatou, com Pruzzo, aos 42. A Loba dominou o segundo tempo e boa parte da prorrogação, mas não teve contundência.

Após o 0 x 0 da prorrogação, O Liverpool venceu nos pênaltis por 4 X 2, quando brilhou a estrela do goleiro Grobbelaar, e se sagrou Tetracampeão Europeu.

A Roma ainda teria algum brilho, mesmo sem Falcao nos 80, mas além de uma Copa Itália em 1986, nada de taças importantes, que só voltariam ao Olímpico nos anos 2000.
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