Copa das nações da África 2017: veja o Guia completo


Guia da Copa africana de Nações 2017


E mais uma vez, como acontece agora em anos ímpares, teremos em janeiro a Copa africana de nações. O torneio sempre traz desfalques aos principais clubes europeus, e em 2017, não será diferente.

Estrelas como Aubameyang, Mahrez e Mané estarão em solo africano, enquanto suas equipes vivem o ápice da temporada na Europa. Vários atletas que atuam na Premier League, na Bundesliga e na Serie A, estarão na competição, mas será de La Liga, da Liga Sagres, e especialmente da Ligue 1, que veremos mais atletas.

A CAN 2017 ocorrerá no Gabão, com sedes nas cidades de Oyem, Port-Gentil, Franceville e Libreville. Nós trazemos abaixo um Guia da Copa africana de nações, para você acompanhar os craques do futebol europeu que disputarão o certame continental de seleções.


Confira aqui todas as listas de Convocados





Grupo A: Gabão, Burkina Faso, Camarões e Guiné-Bissau



O grupo A da Copa africana de Nações 2017, não deverá ser marcado por jogos de alto nível. As quatro seleções não contam com um grande aporte técnico e não apresentam grande capacidade tática, pecando muita na organização. Entretanto, pelo menos três delas tem individualidades interessantes, e devem lutar por dois lugares nas quartas-de-final.

Jogando em casa, o Gabão também conta com Pierre-Emerick Aubameyang, o melhor jogador africano da atualidade. Em seu selecionado, ele conta com bastante liberdade, partindo do meio, mas caindo pelos lados do campo quando o time está com a bola. A falta de companhia, e especialmente a falta de organização da equipe, contudo, não colabora para que ele possa render da melhor maneira.



Mais uma vez, Camarões vem cheio tensões internas, que podem minar o time. O fato de o defensor do Liverpool Joel Matip ter recusado a convocação para esta Copa das Nações africanas mostra bem isto. Outro que estará ausente é o boníssimo atacante Eric-Maxim Choupo-Moting, conhecido do fã do futebol alemão. Com isto, a aposta fica no talento do artilheiro Benjamin Moukandjo e do atacante Vincent Aboubakar.

Já Burkina Faso, vice-capeã do torneio em 2013, conta com bons talentos, como Alain Traoré, Bertrand Traoré e Pitroipa, mas também peca pela irregularidade, e na última edição, não passou da fase de grupos.

Quanto à Guiné-Bissau, fica complicado falar muita coisa. O time é o único estreante nesta CAN, e eliminou a Zâmbia, campeã de 2012, para assegurar o seu lugar, mas dificilmente irá passar de fase.


Grupo B: Argélia, Tunísia, Senegal e Zimbabué





Se olharmos o ranking da Fifa, o Grupo B tem três dos cinco melhores selecionados da África, e pelo menos dois deles estão entre os grandes candidatos ao título. As raposas do deserto da Argélia, os leões de Senegal e as águias da Tunísia irão travar uma grande batalha, onde Zimbabué é zebra.


Na Argélia, o experiente treinador belga Georges Leekens conta com o melhor elenco do continente, mas não tem conseguido armar um time altamente competitivo. O time mais uma vez deverá ser pobre em ações, e apostar na individualidade e no talento do meia-atacante Riyad Mahrez, eleito o melhor futebolista africano do ano passado. É a partir do craque do Leicester que irão surgir as jogadas e as combinações, com o seu companheiro de clube Slimani, Saphir Taider e Brahimi. Sobra talento capaz de fazer estragos em defesas que não são das melhores como as africanas, mas o potencial poderia ser ainda mais potencializado com uma melhor organização.

Senegal, do técnico Aliou Cissé, é uma das seleções melhor organizadas da África hoje. Os leões trabalham bem sem a bola, se fechando bem na defesa liderada Kalidou Koulibaly, e quando possuem a posse, sabem a trabalhar com calma, alargando o campo, jogando com os laterais por fora, e apostando no talento dos pontas, Sadio Mané e Keita Baldé, capazes de fechar por dentro e decidir os jogos. O meio-campo, com Idrissa Gueye e Cheikhou Kouyaté faz um bom trabalho na contenção e na armação, dando o equilíbrio necessário ao time.


A Tunísia é uma das melhores seleções do continente africano, e se não passar de fase, será pelo alto nível do grupo. O técnico polonês Henryk Kasperczak, arma o seu time com três zagueiros, com Aymen Abdennour liderando a linha de zaga. Do meio para frente, destaque para Khazri, jogador do Sunderland, que tem grande capacidade de trabalhar entre as linhas para ganhar espaços.


O Zimbabué, único representante da região sul do continente, deu azar de cair em um grupo tão complicado, e deve ser mero figurante. O grande destaque individual do time é o atacante Knowledge Musona, que joga no Oostende, da Bélgica.




Grupo C: Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Marrocos e Togo





Costa do Marfim vai ao Gabão defendendo o título conquistado em 2015, que foi a primeira grande conquista após o surgimento da geração liderada pelos irmãos Toure e Didier Drogba. Agora comandada pelo francês Michel Dussuyer, a seleção marfinense parece até mais organizada do que outrora, e tem tudo para executar um bom papel. O volante Serey Dié sempre vai recuar para a zaga na hora da saída de bola, o que faz o jogo fluir melhor. E na zaga, está Eric Bailly, de atuações destacadas no Manchester United, e provavelmente o melhor zagueiro do continente africano na atualidade. Do meio para frente, sobra qualidade. O experiente Salomon Kalou, o competente Max Gradel, e o promissor jovem Kessié, receberam ainda o reforço de Wilfried Zaha, que desistiu da Inglaterra para defender os elefantes.

O Marrocos contratou recentemente como treinador Herve Renard, que guiou Zâmbia ao título em 2012, assim como fez com Costa do Marfim em 2015. É um dos selecionados que pode chegar longe nesta CAN, até pelo excelente elenco que tem. A defesa tem Benatia, meio-campo conta com ótimas opções, como Fajr, El Ahmadi, Dirar, Mehdi Carcela, Aït Bennasser, Younès Belhanda, Mbark Boussoufa e Ziyech, enquanto o ataque tem a força de El Arabi, Amrabat, e do jovem En-Nesyri.

Os leões do Atlas devem disputar a segunda colocação da chave com a República Democrática do Congo, mesmo que os congoleses estejão sem o lesionado Yannick Bolasie na frente. Há defensores destacados, como Mbemba, Tisserand e Zakuani, enquanto no ataque, a esperança congolesa deverá ser depositada em Mbokani e Bakambu. Quanto ao Togo, apesar da eficácia de Emmanuel Adebayor, fica difícil acreditar em classificação.


Grupo D: Gana, Egito, Mali e Uganda


O retorno do Egito para uma Copa das Nações era aguardado. Após conquistar o seu terceiro título continental em sequência no ano de 2010, os faraós ficaram fora de três edições seguidas da Copa Africana de Nações, muito por causa da turbulência política do país. O técnico é o competente Héctor Cuper, que deve apostar na qualidade de Elneny no meio, que tentará acionar o veloz atacante Mohamed Salah, e o competente Ahmed Hassan, capazes de fazer estragos nas defesas adversárias.

Gana, do técnico Avram Grant, também tem uma seleção muito forte, e deve apostar no seu meio-campo. O time poderia ser melhor organizado, já que conta com meias como Acquah, Amartey, Acheampong, Thomas e Wakaso, e poderia atuar da maneira que desejasse. Jogadores com talento para buscar André e Jordan Ayew, Asamoah Gyan e Atsu, que devem ser os homens de frente. O goleiro do time é o rodado Brimah Razak, conhecido de quem acompanha o futebol espanhol.

Com defensores como Wagué e Coulibaly, meias como Sako, Sambou Yatabaré e Sylla, e atacantes como Moussa Doumbia, Moussa Marega e Mustapha Yatabaré, Mali tem condições de atuar em bom nível, mas dificilmente irá brigar com Egito e Gana pela vaga nas Oitavas de final. Em contrapartida, Uganda parece ser uma das seleções mais fracas do torneio, e irá apostar no talento do centroavante Farouk Miya, jogador de 21 anos o Standard Liège.


Ligas de fora da África que mais irão ceder jogadores aos selecionados da CAN:



1º França: 69 jogadores
2º Inglaterra: 39
3º Portugal: 25
4º Turquia: 20
5º Espanha: 19
6º Bélgica: 16
7º Itália: 13
8º Alemanha: 12
9º Rússia: 3
10º China: 3









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