Últimas notícias

Últimas notícias

Grandes Times

Rivalidades

História

Copa dos Campeões - 1983 Hamburgo x Grêmio


Desde a década de 1970, poucas equipes ousaram desafiar a hegemonia do Bayern de Munique no futebol alemão. Uma delas foi o Hamburgo. Entre o final dos anos de 1970 e o começo dos anos de 1980, o clube montou verdadeiros timaços, capazes de fazer história não só no cenário alemão, como também na Europa.

O grande momento do Hamburgo começou com a conquista da Recopa Européia, ao bater o Anderlecht na final, em 1977. Posteriormente, o time chegou a contar entre 1978 e 1979, com o Bola de Ouro Kevin Keegan, que logo depois foi vendido ao Southampton. Ainda teve em suas fileiras o lendário Franz Beckembauer, que passou pelos Rothosens entre suas aventuras no fundamental norte-americano.

Com o título alemão da temporada 1978-1979, o Hamburgo se classificou para a Liga dos Campeões da Europa 1979-1980, onde seria vice-campeão, perdendo a final para o Nottingham Forest. Conquistar a Europa passaria a ser uma obcessão para o clube, que tentaria se fortalecer ainda mais.

A senda de vitórias prosseguiria, com os títulos da Bundesliga nas temporadas 1981-1982 e 1982-1983, embora o vice-campeonato da Copa da UEFA 1981-1982, perdendo a final para o Gothenburg, tenha sido mais um duro baque. Era hora de voltar a vencer um torneio internacional.

Mesmo sem Keegan e Beckembauer, o Hamburgo ainda contava com um timaço na temporada 1982-1983. O grande Uli Stein, era o seu goleiro, o meio-campo era liderado pelo genial Felix Magath, e na frente o centroavante Horst Hrubesch, o autor dos gols da seleção alemã na final da Euro 1980, era sempre um perigo para os adversários. No banco, Ernst Happel era um mago. O treinador austríaco conseguia armar as suas equipes jogando sempre em velocidade, com toques rápidos e muita efetividade.

O Hamburgo começou a sua campanha na Liga dos Campeões 1982-1983, eliminando o Dynamo Berlim, na primeira eliminatória, e o Olimpiacos na segunda. Nas quartas de final, a vitória por 3 a 0, sobre o Dínamo de Kiev, graças a um hat-trick do dinamarquês Lars Bastrup na partida de ida, praticamente assegurou a vaga na semifinal. Mesmo a derrota por 1 a 0 na volta, não impediu a classificação. Nas semifinais, o Hamburgo deixou para trás a Real Sociedad, se garantindo na decisão, onde iria encarar a Juventus, de Dino Zoff, Scirea, Michel Platini, Zbigniew Boniek e Paolo Rossi.

A decisão, no estádio Olímpico de Atenas, na Grécia, colocou frente a frente os dois melhores times da Europa. Era o pragmatismo alemão do Hamburgo, campeão alemão e perto do bi naquela temporada contra  a constelação de craques da Juventus. A Juve era a favorita e lotou o estádio, que recebeu cerca de 75 mil pessoas.

Entretanto, o que se viu em campo foi um verdadeiro show do Hamburgo. O time deu um baile na Juventus, perdeu muitos gols mas saiu de campo com a vitória:  Felix Magath marcou aos 9 minutos, dando ao time do Norte da Alemanha a maior glória de sua história, o Título de campeão Europeu.

O técnico Ernst Happel acabava naquele momento de se tornar o primeiro treinador a conquistar por dois clubes diferentes o torneio mais importante da Europa, e também entrava para a história.

Em Novembro e Dezembro do mesmo ano, porém, duas derrotas abateriam o clube. Já sem o Dinamarquês Lars Bastrup, que havia retornado para o seu país de origem para atuar no Skovbakken, o time não foi páreo para o Aberdeen na Supercopa da UEFA,. Na época, o adversário era treinado pelo lendário Alex Ferguson. Após um empate na Alemanha, os escoceses venceram o jogo em sua casa, e ficaram com a taça.

Ainda haveria a derrota para o Grêmio no Mundial Interclubes. Mesmo encarando com seriedade o jogo, o time alemão não foi páreo para o Tricolor Gaúcho, que contou com um Renato Gaúcho extremamente inspirado ao marcar os dois gols do triunfo por 2 a 1, um deles já com cãibras, na prorrogação.

Depois daquele título do Hamburgo, apenas uma equipe alemã que não o Bayern de Munique seria campeã da UEFA Champions League: o Borussia Dortmund, em 1997, coincidentemente também em uma final contra a Juventus. O clube nunca mais voltaria a ter grande força, e na maioria das últimas temporadas, lutou contra o rebaixamento. Entretanto, ostenta uma grande marca: é o único clube da Alemanha a jamais ter disputado alguma divisão, que não fosse a primeira. Seu último título foi a conquista da extinta Copa da Liga alemã, em 2003.

«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Post a Comment


Top