A arte de dominar sem a bola: o 3-4-3 do Chelsea de Conte


Após a Euro, Conte assumiu o Chelsea, e tinha na Premier League, um desafio enorme. Muitos acreditavam que o seu esquema com três zagueiros não daria certo, mas estavam bem enganados. Até aqui, os Blues já golearam o Manchester United (4 a 0) e o Everton (5 a 0), e derrotaram o Manchester City (3 a 1), sendo líderes absolutos da liga mais rica do planeta. Desta vez, o 3-4-3 foi o sistema utilizado, e potencializou de maneira absurda as principais peças do elenco. Pedro, Hazard e Diego Costa, formando o setor ofensivo, voltaram a jogar como atuavam no auge de suas carreiras, e David Luiz, escanteado no PSG, pareceu encontrar o seu lugar atuando como homem de sobra na zaga.

A maneira como o Chelsea de Conte dominou a troca de passes do Manchester City de Guardiola, e conseguiu o contra-ataque de maneira rápida, foi espantosa. A transição do movimento defensivo para o ofensivo foi extremamente rápida, e é com movimentos que o Chelsea domina o seu adversário. Bem armado em campo, podendo se fechar no 5-3-2 ou no 5-4-1 de uma hora para outra, o time encaixa coberturas, marca a saída de bola, sufoca o rival. O mesmo pode até ter a bola, mas não consegue produzir, e ameaçar a meta do goleiro Courtois como gostaria.

Chelsea football formation

E para piorar, quando perde o esférico, o adversário acaba vendo um Chelsea capaz de o devorar. Moses e Alonso são os alas, e dão a profundidade necessária no ataque, deixando que os três atacantes joguem por dentro. Se Pedro volta mais para participar do movimento defensivo, e Diego Costa fica com a missão de prender a zaga do adversário, Hazard até volta para marcar, mas em alguns momentos joga mais despreocupado, podendo pensar apenas em fazer a diferença com a sua qualidade individual. O 3-4-3, e a maneira como as peças são compostas no campo, possibilitam uma transição rápida, tanto da defesa para o ataque, quanto do ataque para a defesa, chegando ao equilíbrio tão desejado por qualquer bom treinador, mas tão difícil de ser alcançado. Hoje, um grande time de futebol não é aquele que sabe jogar de uma maneira de forma brilhante, mas o que sabe atuar de maneira diferente em cada situação e/ou momento do jogo.

Com esta maneira de jogar, o Chelsea lidera a Premier League, e hoje parece o favorito ao título. No conjunto elenco, técnico e consistência, o time parece mais equilibrado que o City, o Liverpool de Klopp, o Arsenal de Wenger, o Tottenham de Pochettino e o United de Mourinho. Dominando sem a bola, os Blues vão se tornando sólidos como uma rocha, que dificilmente será quebrada com facilidade no decorrer da temporada.


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