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Mundial de Futsal 2016 - Resumo Final Argentina campeã



O Mundial de Futsal 2016 chegou ao seu final no último Sábado, colocando uma nova seleção no Hall de Campeões: a Argentina. A albiceleste é a 3ª seleção a se sagrar campeã mundial na era FIFA depois de Brasil e Espanha (já havia vencido anteriormente o Mundial  da FIFUSA em 1994). A competição mostrou que uma nova era tem início em um esporte,  que cresce com passos largos para se tornar um dos mais populares do planeta.


Quanto as seleções européias,  dá para dizer que fica uma certa frustração. A Rússia até chegou na final,  mas mais uma vez ficou sem a taça. Bicampeã do mundo em 2000 e 2004, a Espanha caiu diante dos próprios russos nas quartas, enquanto a Itália foi embora ainda nas oitavas, em uma inesperada eliminação diante do Egito nas Oitavas. Cazaquistão, Ucrânia e Azerbaijão até esboçaram ser boas surpresas, mas apenas os azeris conseguiram chegar nas quartas, quando acabaram eliminados por Portugal, que encerrou a sua participação no 4º lugar.

Algumas coisas precisam melhorar no Futsal Europeu. As seleções estão sempre recheadas de jogadores naturalizados, especialmente os brasileiros. As últimas três equipes campeãs do mundo (Brasil 2008 e 2012 e Argentina 2016), o foram com apenas atletas locais, o que mostra que é possível sim se fortalecer com um bom trabalho de base e jogadores forjados em casa.


Após uma primeira fase normal, onde 16 das 24 seleções avançavam, praticamente limando as chances de favoritos serem eliminados, as oitavas apresentaram surpresas. Elas começaram com a Rússia batendo o Vietnã, por 7 a 0, a anfitriã Colômbia sendo eliminada nos pênaltis pelo Paraguai  e o Brasil caindo diante do Irã, de maneira inesperada. Após empate em 4x4, os asiáticos levaram a melhor nas penalidades, e seguiram adiante. Já a Espanha confirmou o seu favoritismo, e bateu o Cazaquistão por 5 a 2, enquanto Portugal fez 4 a 0 na Costa Rica. O Egito surpreendeu e eliminou a Itália, vencendo por 4 a 3, enquanto a Argentina derrotou a Ucrânia por 1 a 0. A Tailândia até tentou surpreender o Azerbaijão, mas acabou perdendo por 13 a 8, em um dos jogos com mais gols da história dos mundiais.


As quartas de final apresentaram o jogão entre russos e espanhóis, com vitória por 6×2, em jogo de rivais que vinham se encontrando com frequência, nas últimas Eurocopas e Mundiais. Já o Irã eliminou o Paraguai, vencendo por 4x2 na prorrogação, enquanto a Argentina não teve problemas para golear o Egito por 5x0, e Portugal protagonizou outro jogão com o Azerbaijão. Os portugueses venceram por 3x2, freando a grande campanha dos azeris, que mesmo assim fizeram história neste mundial. Nas semifinais, a Rússia venceu o Irã por 4x3 e a Argentina goleou Portugal por 5x2.


O sucesso argentino






Depois do quarto lugar em 2004, e de passar bem perto das semifinais em 2008 e 2012, a albiceleste enfim alcança o topo do mundo no Futebol de 5, fruto de um grande trabalho. Muito bem organizada pelo técnico Diego Giustozzi, a equipe sempre se portou muito bem na defesa, e soube atacar com rapidez, fórmula perfeita para surpreender as quatro fortes seleções européias que cruzaram o seu caminho. E a final contra os russos, foi emocionante.

No começo do torneio, os argentinos não estavam entre os favoritos, mesmo sendo os atuais campeões da Copa América. Na primeira fase, a vitória por 1x0 sobre o Cazaquistão, a goleada sobre Ilhas Salomão e o empate contra a Costa Rica deram a classificação e a liderança do grupo E. Como já mostrado acima, a equipe se agigantou no mata-mata, e isto foi fundamental para o título.


A Final



A decisão contra a Rússia foi bem apertada. Os russos contam com quatro brasileiros naturalizados, e foi um deles o responsável por abrir o placar. Aos 15 minutos, Éder Lima, que aproveitou um passe de Rômulo para colocar os russos na frente. Entretanto, os argentinos empataram logo depois, com Vaporaki, e na sequência chegaram a virada, com Leandro Cuzollino cobrando um tiro livre direto.

No segundo tempo, Éder Lima voltou a balançar as redes, deixando tudo igual, mas por pouco tempo. Segundos depois, Alan Brandi marcou, fazendo o terceiro dos argentinos. Com a Rússia balançada, Brandi ainda fez o quarto, encaminhando bem as coisas.

A partir daí, a Argentina passou a administrar o placar, e o goleiro Nicolás Sarmiento mostrou porque foi considerado o melhor do torneio. A Rússia ainda apelou para o recurso de utilizar Vladislav Shayakhmetov como goleiro-linha, o que quase comprometeu. Sem um goleiro debaixo das traves, Vaporaki aproveitou uma bola espirrada em sua quadra, e chutou de trás da linha do meio-campo, para fazer o 5 a 2.

A Rússia ainda aproveitou o relaxamento argentino, e descontou com Dmitri Lyskov e Éder Lima, mas já era tarde. A Argentina fez história.

Na disputa do terceiro lugar, Irã e Portugal empataram em 2 a 2 no tempo normal, mas os iranianos levaram a melhor na disputa por pênaltis, triunfando por 4 a 3.


Wilhelm foi o melhor do torneio


Fernando Wilhelm (C) of Argentina, Eder Lima (L) of Russia and Ahmad Esmaeilpour (R) of Iran


Fernando Wilhelm foi eleito o Bola de Ouro do Mundial. Ala do Benfica de Portugal, o atleta já disputou 25 partida em Mundiais, e nesta edição marcou um gol contra a Costa Rica na fase de grupos. Wilhelm não foi o melhor jogador da competição, na prática. Outros jogadores de outras seleções, como Ricardinho de Portugal, ou mesmo outros atletas da Argentina, foram melhores. Mas, era o jogador mais famoso do time campeão, e por isto ficou com a honraria.


O brasileiro naturalizado russo Eder Lima, vice artilheiro do Mundial com 10 gols, ficou também com a Bola de prata. O Bola de Bronze, foi o iraniano Ahmad Esmaeilpour. O craque Ricardinho foi o artilheiro do torneio, com 12 gols, dois a mais que o brasileiro Falcao, que se despediu dos mundiais com 10 tentos e a Chuteira de bronze. O goleiro argentino Nicolas Sarmiento ficou com a luva de ouro, sendo reconhecidamente o melhor da posição.

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