Real Madrid foi outro time sob às ordens de Zidane, e vaga na final da Champions é o grande prêmio até aqui

Real Madrid x Atlético de Madrid Final da Champions League 2016
Imagem: Telegraph



Depois de sofrer por anos com o talento de Xavi, Busquets, Iniesta e companhia, o Real Madrid passou a recentemente, buscar a contratação de diversos meias de elite, ou aspirantes a isto. Isto ficou provado nos movimentos do time que eliminou o Manchester City na semifinal da UEFA Champions League, vencendo os Citizens por 1 a 0, no Santiago Bernabéu. Na ida, em Manchester, as duas equipes haviam empatado em 0x0.

Claramente no Jogo de hoje, o Real Madrid foi superior. Passou por cima do Manchester City. Não foi contundente, e passou longe de bombardear o gol de Joe Hart. Poderia ter vencido por uma margem maior de gols, e só não teve a sua classificação ameaçada porque o Manchester City foi completamente dominado pelo talento dos meio-campistas do Real Madrid. A qualidade dos meias merengues dá ao time a condição de mesmo sem ser brilhante se virar de maneira amplamente satisfatória em cenários de alto nível, controlando o jogo com Toni Kroos, Luka Modric e Isco Alarcón.

Contudo, o torcedor do Manchester City pode se orgulhar de ter chegado até aqui. Não do que jogou nas semifinais, mas por ter chegado tão longe. No sentido de ganho de grandeza, dá para dizer que esta Champions foi um grande passo. Pela primeira vez, os Citizens chegam em uma semifinal de Liga dos Campeões. Mesmo assim, encararam bem um veterano Real Madrid, com 27 participações em semis de UCL. Dá para dizer que o City não se assustou com o jogo, mas pecou demais pelo medo de sofrer gols jogando em casa, e na volta, pareceu não saber como tentar buscar o seu gol para avançar.


Voltando a falar do Real Madrid, dá para dividir a temporada merengue em duas. Uma, a primeira metade sob às ordens de Rafa Benítez, dava a impressão de que seria um fracasso. O Real foi eliminado no tapetão ridiculamente da Copa do Rei, patinava na Liga espanhola, e só ganhava de equipes fracas na Champions. Com Zidane, na segunda metade, o time foi outro, especialmente após o achado de Casemiro como mediocentro, na frente dos dois zagueiros. Ele dá a sustentação perfeita para os apoios dos laterais e dos atacantes aos meias, que assim aumentam o jogo associativo madridista. O ritmo cadenciado do Real vai "cozinhando" os rivais, e o City de Pellegrini não foi diferente.

O time de Manuel Pellegrini defendeu no 4-5-1, e tentou ao máximo controlar os movimentos do Real, mesmo sofrendo com a velocidade de Bale. A escalação de Yaya Touré no meio tinha a Real intenção de vencer duelos num setor fundamental, que mesmo assim acabou dominado pelos merengues, até Zidane sacar Isco para colocar James em campo. De fato, o Real de Zizou domina adversários de uma maneira ímpar, e quando não teve o domínio, encontrou um City que em ataque posicional dependia demais do talento de seus principais jogadores, como Kevin de Bruyne, Aguero, Navas e Yaya Touré

Neste ritmo, bem coordenado por Zidane, o Real engrenou no mata-mata da Champions, passou sem dificuldades pela Roma, fez apenas um jogo ruim contra o Wolfsburg na ida, e eliminou o City sem sustos. Também acelerou no Campeonato Espanhol, e talvez só não ganhe a taça pelo começo ruim, e por ter como adversários Barcelona e Atlético de Madrid.

Atlético de Madrid, que por sinal, será o adversário merengue na Final da Champions League, dia 28 em Milão. Teremos a reedição da decisão de Lisboa 2014, que traz excelente lembranças ao torcedor do Real, mas ainda não digerida pelo torcedor do Atlético. Um jogo sem favoritos, como todo o Clássico, onde podemos apontar 50% de chances para cada equipe ficar com a taça.

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