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Final da Liga dos Campeões 2016 - Real Madrid x Atlético de Madrid


Muitos já disseram aqui no Brasil, que o Futebol Espanhol vive de Real Madrid e Barcelona. Ignorância tremenda, de quem não tem conhecimento real do Futebol de fora das fronteiras do locais. Até a Década de 40, o Athletic Bilbao liderava o quadro de Taças de La Liga, com seis, seguido do Barcelona com cinco, o Atlético com três e Real Madrid e Valência, cada um com duas Taças. Após a Guerra Civil Espanhola e outros fatos, veio o grande Real Madrid de Di Stéfano, e com isto o Clube blanco não só superou os rivais em números de conquistas, como abriu ampla vantagem na ponta, já pela década de 1970. Barcelona e Atlético de Madrid chegaram a estar empatados com oito Taças da Liga Espanhola em 1977. Foi nesta época, que o Atlético viveu o seu melhor momento pós-Helenio Herrera (começo dos anos 50) e pré Diego Simeone.






A grande glória Europeia colchonera aconteceu aconteceu em 1974, quando o time foi Vice-campeão da Copa dos Campeões. Os Colchoneros estrearam na competição, eliminando o Galatasaray. Após um 0 X 0 em Madrid, Ignacio Salcedo marcou o gol da vitória e da classificação do Atlético em Istambul. O time foi na fase seguinte à Romênia, e venceu o Dinamo Bucaresti por 2 x 0, com gols de Heraldo Becerra e Eusebio Bejarano. Na volta, no Vicente Calderón, um empate em 2 x 2, com Ruben Ayala e Jose Luis Capon fazendo os tentos Colchoneros. Nas quartas de final, mais uma vitória fora salvou o Atlético de Madrid. O time fez 2 X 0, com gols de Luis Aragones e Jose Eulogio Garate, no Estrela Vermelha da Iugoslávia, em Belgrado e com um empate sem gols no Vicente Calderón alcançou as semi-finais. Os Colchoneros encarariam o Celtic, que havia passado após dois duelos muito disputados, pelo Basel da Suíça nas quartas de final. O Atlético foi ao Celtic Park disposto à pelo menos empatar. O jogo foi muito tenso, e terminou 0 x 0, com cenas lamentáveis após a bola parar de rolar. O Resultado foi bom para os Colchoneros no entanto, que com gols de Garate e Adelardo, venceram na Espanha e alcançaram a sua primeira final de Copa/Liga dos Campeões da História. 


O adversário da final foi o Bayern de Munique, que era a base da seleção Alemã que se sagrou Campeã da Copa do Mundo de 1974, com jogadores como  Beckenbauer, Maier, Schwarzenbeck, Breitner, Hoeness e Muller. O jogo aconteceu no Heysel Stadium, em Bruxelas. A Final deveria ser decidida em um jogo só, que foi marcado por muita tensão e nervosismo. O jogo terminou com um 0 x 0 no tempo normal. O jogo foi para a prorrogação. Após algumas chances do Bayern de Munique, o Atlético de Madrid foi quem saiu na frente: Luis Aragonés marcou o gol que parecia dar a mais importante Taça da Europa para os Colchoneros. No entanto, faltando alguns segundos para o fim da partida, Georg Schwarzenbeck de maneira dramática para o Bayern de Munique. Como não havia disputada de pênaltis na época, teríamos um jogo extra para definir o Campeão Europeu de 1974. Dois dias depois, as equipes voltaram para o mesmo estádio, para a decisão. O Atlético estava  sem seu volante Irureta, e parecia mais desgastado que o time do Bayern de Munique, muito bem preparado fisicamente. Além de tudo, os Bávaros souberam controlar melhor o jogo. Beckenbauer deu um show, sendo um verdadeiro maestro, e comandando o Banho, Físico e Técnico do Gigante da Baviera. O Bayern aplicou uma goleada de 4 a 0, contando com dois gols de Gerd Müller (aos 58 e aos 71 minutos) e dois de Hoeneß (aos 29 e aos 83 minutos).






Não ter ganho este título, que esteve tão próximo fez um tremendo mal histórico ao Atlético de Madrid. Aquele time, liderado pela dupla Ayala e Cano, conquistou dois Campeonatos Espanhóis em 1972/73 e 1976/77, duas Copas do Rei em 1972 e 1976 e um Mundial Interclubes, onde bateu o Pentacampeão da Libertadores Independiente na decisão. Uma Curiosidade, é que alguns meses depois da Final da Champions de 74, o craque do Atlético de Madrid, Luis Aragonés, assumiu o comando Técnico da equipe, e já como técnico, se sagrou Campeão Mundial e Espanhol em 1977.


Entre o final da década de 1970 e o começo da década de 80, a turma do Calderón viveu um período de vacas magras. O Atlético conquistou apenas uma Copa do Rei em 1985 época em que tinha em seu elenco o Mexicano Hugo Sanchez, posterior ídolo do Real Madrid. Neste mesmo ano, os Colchoneros também venceram a Supercopa da Espanha. 

No começo da Década de 1990, o clube, com jogadores como o luso Paulo Futre e o alemão Bernd Schuster vence duas Copas do Rei seguidas, derrotando Mallorca na final de 1991 e o Real Madrid em 1992, mas justamente ai vê o Barcelona se consolidar como a segunda Força do Futebol Espanhol ao conquistar a Taça dos Campeões da Europa e  abrir vantagem na segunda colocação da Grade de Títulos Nacionais.

Um pequeno brilho Colchonero foi visto apenas meados da década de 1990. Na temporada 1995/96, o time comandado pelo Técnico iugoslavo Radomir Antić, que contava no elenco com jogadores como Diego Simeone, Milinko Pantić, Juanma López e Kiko, conquistou a dobradinha, vencendo o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei. Na temporada seguinte ainda chegaria nas quartas de final da Liga dos Campeões, perdendo apenas e tão somente para o Ajax.




Foi aí que começaram a aparecer os efeitos mais críticos da má administração, do no mínimo controverso presidente Jesús Gil. Apesar de boas e ousadas contratações, que vão desde Futre e Shuster, ainda no fim dos anos 80, até o brasileiro Juninho e o italiano Christian Vieri, já em 1997, ele afundou o Atlético em dívidas, e ainda se envolveu em um episódio de Racismo, ao chamar o time do Ajax de "Congo Fc", por conta dos jogadores negros do time de Amsterdã.


Não demorou muito, para o Atlético cair no abismo. O clube foi cada vez mais ficando para trás do Real Madrid e do Barcelona em Títulos, até que em 2002, teve um ano de pesadelos: praticamente que de maneira simultânea vê o Rival Real Madrid ganhar a sua nona Liga dos Campeões, perde a Final da Copa do Rei e foi rebaixado para a Liga Adelante, a segunda Divisão do Futebol Espanhol.




Aragonés soube prever o futuro do amado Atlético


O Atlético passou dois anos na segunda Divisão. O Calvário da Segundona só não foi pior graças ao Técnico Luis Aragonés, ídolo como jogador e comandante nos tempos de glória, que assumiu a equipe no Inferno, e com bom aproveitamento de jogadores da base, como Fernando Torres, a devolveu o clube à elite. A partir deste momento, um abismo financeiro se criou entre as Equipes na Espanha, tendo como uma das maiores disparidades, as cotas de TV. Enquanto Real e Barcelona passaram a receber valores que variam entre € 136 milhões a € 142 milhões por ano, clubes como Atlético de Madrid e o Valência, por exemplo passaram a ganhar um valor de cerca de € 40 milhões cada. Uma diferença de cerca de cerca de € 100 milhões, que passou a fazer diferença na Hora da montagem dos times, e estabeleceu um desnível Técnico entre as duas equipes Madrilenhas, que durou muitos anos.




Em 2004, o time até tenta uma retomada, com a contratação do Multicampeão Técnico argentino Carlos Bianchi e de bons jogadores, como Maxi Rodríguez, Luciano Galletti, o búlgaro Martin Petrov e o sérvio-montenegrino Mateja Kežman. Até 2007 no entanto, o clube passa em branco, e  só após a chegada do argentino Sérgio Aguero, consegue voltar a Liga dos Campeões em 2007, após mais de dez anos fora. Nesta mesma época, o clube vende Torres ao Liverpool e contrata Diego Forlan.




Forlan e Aguero fazem uma dupla de ataque inesquecível, que começa uma retomada na vida do Atlético. Na Liga dos Campeões 2007/08, o clube termina invicto a Liga dos Campeões, mas é eliminado nas oitavas-de-final. Algo melhor acontece em 2010: o Título inédito da Liga Europa, logo no primeiro ano em que a competição passa a ter este nome.


Ainda faltava no entanto forças para encarar Real Madrid e Barcelona. Após perder Forlan e Aguero em 2011, o Atlético vai atrás de dois novos atacantes: Falcao Garcia, que havia sido campeão da Liga Europa com o Porto e o desconhecido Diego Costa, que tinha sido  destaque na segundona com o Rayo Vallecano. O time a principio não engrena, mas tudo muda após a chegada do Técnico Diego Simeone. Com uma Filosofia nova, somada ao Patrocínio Milionário da empresa Land of Fire, do Azerbaijão, o Atlético conseguiu sair das dívidas e montar um time para competir em igualdade com Real Madrid e Barcelona.


Em 2012, o clube conquistou a sua segunda Europa League, dando mostras de força também ao bater o Chelsea por 4 x 1 na Supercopa. Falcao Garcia brilhou nas duas ocasiões, assim como no Título da Copa do Rei 2012/13, onde o Atlético derrotou o rival Real na final. O Atlético chegou a perder Falcao para o Monaco neste mesmo, mas buscou o atacante David Villa no Barcelona para substitui-lo. 



Na temporada 2013-2014, o Atlético de Madrid voltou de vez às glórias: foi Campeão Espanhol e chegou na decisão da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, onde esteve vencendo por 1x0 e levando a taça até os acréscimos da partida, quando Sergio Ramos empatou a partida. Na prorrogação, o Real acabou fazendo três gols em um Atlético totalmente desgastado, e ficou com a taça, deixando um sabor amargo no torcedor Colchonero.

Após uma boa temporada 2014/15, onde o clube se manteve em bom nível, o Atlético de Madrid volta à decisão da Champions League em 2016, novamente para encarar o Real Madrid. A esperança do torcedor, é de que o título que escapou duas vezes portão pouco, enfim chegue. Será esta, a hora do Atlético?



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