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Com a conquista da Champions League 2015/16, a 11º na história, o Real Madrid se consolidou ainda mais como o maior clube do planeta. É um erro pensar que La Décima foi um sonho de agora, mas sim de muitos anos atrás. A História de façanhas madridistas só foi possível porque por trás deste clube, quase sempre tiveram Homens que tinham sonhos, e acima de tudo coragem, para colocá-los em prática. Só foi possível para o Real Madrid ganhar a 11º Liga dos Campeões, porque um dia, venceu a primeira, a segunda, a terceira, e assim sucessivamente. Tão impressionante quanto vencer 11 vezes a Liga dos Campeões é vencer a competição cinco vezes de maneira consecutiva. E o Real Madrid conseguiu isto, entre a segunda metade de Década de 1950 e o começo dos anos de 1960.


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Para você ter uma idéia do Feito que o Real Madrid alcançou, desde 1990, não temos um Bicampeão consecutivo do torneio. Estes feitos foram forjados e planejados dentro da cabeça de um Homem: Santiago Bernabéu. Ele assumiu a presidência do Real em 1945, quando o clube vivia um jejum, que vinha desde 1933, ano da última conquista até então do Campeonato Espanhol. Além disto, o clube foi um dos mais pela Guerra Civil Espanhola e o começo da ditadura do General Franco. O primeiro passo para tornar o Real forte, foi reorganizar a Estrutura Física e o Patrimônio. O Estádio Chamartín (que hoje leva o nome de Santiago Bernabéu), passou por uma grande reforma, junto com o CT do clube. Com uma Estrutura moderna, o Real Madrid se tornou referência Mundial, e começou uma Dinastia. Ao contrário de clubes como Barcelona e Athletic Bilbao, que dão preferência a ter em seus times jogadores nascidos em suas regiões (embora o Barcelona ao contrário do Bilbao, venha desde os anos 50 mesclando Catalães e Forasteiros), Santiago Bernabéu foi buscar Craques em todo o Mundo, com a idéia de formar uma verdadeira seleção Mundial. E chegou bem perto disto: nomes de ponta na época, como Alfredo Di Stéfano, Héctor Rial, Raymond Kopa, Ferenc Puskás e José Santamaría desembarcaram em Madrid, no que seria na prática uma Prévia da equipe Gálactica, montada quase 50 anos depois. Logo não demorou para os Títulos começarem à vir. Os merengues encerraram um jejum de duas décadas ao conquistar La Liga na temporada 1953/54. O time ainda conquistou quatro vezes o Campeonato Espanhol na década de 1950.


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Numa época em que praticamente só haviam os Campeonato regionais e Nacionais, e  a maioria das tentativas de se formar um novo torneio Internacional de clubes geravam apenas frustração, ficava difícil para aquele Esquadrão marcar época e fazer mais do que outros, como por exemplo o Torino dos anos 40 tinha feito. Foi aí que surgiu uma nova competição na Europa: A Copa dos Campeões. A ideia da Taça da Europa nasceu nos pensamentos do jornalista francês Gabriel Hanot, editor do jornal francês L´Équipe. Ele tinha a ideia de que a Europa deveria ter uma competição continental entre clubes, onde os melhores times do continente pudessem medir forças entre si, determinando quem era o melhor. A vontade surgiu a partir de torneios amistosos menores, como já havia acontecido anos antes, quando o Wolwerhampton venceu o Honved e se declarou Campeão Mundial.



Sabedor do esquadrão que o Real Madrid tinha, com grandes chance de sair vencedor, Santiago Bernabéu, conseguiu junto com dirigentes de outros clubes, convencer a UEFA a organizar uma competição oficial com os campeões dos principais países do continente. Foi criada então, em 1955,  a Copa dos Campeões Europeus, que receberia na década de 1990 o nome de UEFA Champions League. A primeira edição do torneio reuniu 16 times, e teve a sua final na França,  no estádio Parc des Princes, em Paris. O campeonato foi todo disputado em mata-mata, e teve em sua final, o Real Madrid como Campeão. Os merengues derrotaram o forte time do Stade Reims, campeão da Ligue 1 da França por 4 X 3 na final, em atuação emblemática de um dos maiores gênios da história do futebol, Alfredo Di Stéfano, para ficar com a taça da Copa dos Campeões, em sua primeira edição.

O Real ainda conquistaria mais quatro vezes na sequencia a Liga dos Campeões, e  daria com este time o canto do cisne em 1966, onde venceu o Partizan na final e ficou com o Hexa. Viriam no entanto 32 anos de agonia, onde "La Septima" se tornaria um desejo tão forte quanto La Decima é hoje. Neste período, o clube até teria alguns brilhos Nacionais, como no Pentacampeonato Espanhol consecutivo entre 1986 e 1990. Quanto à glórias Européias, os feitos se restringiram ao Bicampeonato da Copa da UEFA, em 1985 e 1986. O Real só voltaria a vencer a Champions League, agora já com este nome mesmo, em 1998. Com uma pressão enorme sobre os Ombros, um Esquadrão formado por nomes como  Bodo Illgner, Hierro, Fernando Redondo, Roberto Carlos, Clarence Seedorf, Raúl, Fernando Morientes, Davor Suker e Predrag Mijatovic bateu a Juventus na final, com um gol solitário de Mijatovic, e encerrou o jejum. O time merengue repetiria o feito em 2000, quando bateu o Valência nos pênaltis.



Florentino Pérez, presidente do Real Madrid nesta época, nunca escondeu o desejo de transformar o Real Madrid no “Dream Team” do Futebol Mundial. Para isto ele não poupou esforços, e muito menos dinheiro. Contratou Figo, Zidane, Ronaldo e Beckham no começo do século,6 formando o time que ficou conhecido como “Galáticos”. Em 2002, o Real conquistaria sua nona Liga dos Campeões. Bateu o Bayer no místico estádio Hampden Park, na Escócia, por 2 X 1, ainda sem Ronaldo e Beckham na equipe. Os gols merengues nesta decisão foram de Raul e Zidane, que protagonizou uma obra prima, ao dar um chute de voleio de fora da área, que estufou as redes do goleiro Butt do Bayer. Este foi sem dúvida um dos gols mais geniais da história do futebol, e jamais será esquecido por qualquer torcedor merengue.

 


A partir daí, conquistar a Décima Liga dos Campeões se tornou uma Obsessão para o Real Madrid. Florentino Pérez se ausentou alguns anos do time, mas retornou em 2009, e logo de cara contratou Kaká e Cristiano Ronaldo, que foi por um bom tempo o jogador mais caro da História do Real Madrid, comprado junto ao Manchester United por £ 95 milhões. O valor pago pelo Português só seria superado quatro anos depois, com outra contratação dos merengues: Gareth Bale, que segundo algumas fontes, custou £ 100 milhões.

O primeiro objetivo de Florentino Pérez, que era montar uma equipe com Estrelas, foi claramente conquistado, ao longo de seus mandatos. Mas se houve algum tipo de fracasso, ele surgiu no segundo passo: transformar estas estrelas em um time competitivo, à ponto de amassar os adversários em campo, conquistar Títulos importantes, e sobretudo encantar, com um Futebol Bonito e Plástico. Pode se dizer que em momento algum, o Real realmente conseguiu reunir os dois passos, sobretudo após a conquista da Liga dos Campeões de 2002, que foi a nona do Clube. A próxima conquista Européia ficaria marcada para sempre como a Décima, ou melhor, La Decima. O dez, número que significa muito no futebol e na vida. La Decima virou um mantra na vida do Real Madrid, e tudo que o clube fez no decorrer dos anos foi para tornar ela uma realidade.



No meio do caminho, apareceu um rival que conseguiu chegar bem perto do ponto onde o Real sempre quis chegar: o Barcelona. Ninguém chegou tão perto de aliar Títulos, Eficiência e Plasticidade como os Blaugranas conseguiram entre 2008 e 2012, quando eram comandados por Guardiola. A rivalidade entre Real Madrid e Barcelona é nítida e Histórica. Quando o Barça começou a se notabilizar pelo jogo bonito, e sobretudo, a vencer de maneira consecutiva o Real nos confrontos diretos, para o time merengue ir buscar um técnico que se carateriza por ser a antítese do jogo Bonito: José Mourinho, o Homem que não tem vergonha e até gosta de jogar retrancado. Neste momento, o Real abriu mão de encantar, porque o importante era voltar a vencer, em especial, a Liga dos Campeões. Mesmo quando Mourinho saiu, o clube foi buscar Ancelotti, um treinador com experiência, mas não um ofensivista nato.


E a sonhada 10º Champions League veio em 2014. Após estar perdendo em Lisboa por 1x0 para o Atlético de Madrid até os acréscimos, o Real empatou aos 92 minutos, com um gol de cabeça de Sergio Ramos, e com três gols na prorrogação, voltou ao topo da Europa. Com uma atuação espetacular, o argentino Angel dí Maria foi eleito o melhor jogador daquela final, mas foi vendido pelo clube poucos meses depois, para o Manchester United.

Ainda em 2014, o Real Madrid se sagrou Campeão do Mundial de clubes e da Supercopa da UEFA. Sem conquistas na temporada 2014/15, Carlo Ancelotti deixou o comando técnico do Real Madrid, e Rafa Benítez assumiu o posto de comandante merengue na temporada 2015/16.

A temporada 2015/16 do Real Madrid pode ser dividida em duas. A primeira, sob às ordens de Rafa Benítez, dava a impressão de que seria um fracasso. O Real foi eliminado no tapetão ridiculamente da Copa do Rei, patinava na Liga espanhola, e só ganhava de equipes fracas na Champions. O espanhol acabou demitido em Janeiro de 2016, dando lugar para Zidane, assumir o comando merengue. E com Zizou, o time do Real foi outro. Engrenou no mata-mata da Champions, passou sem dificuldades pela Roma, fez apenas um jogo ruim contra o Wolfsburg na ida, e eliminou o City sem sustos, até chegar na decisão de Milão, onde encontrou novamente o Atlético de Madrid.  Após empate em 1x1 no tempo normal, e prosseguimento da igualdade na prorrogação, o Real Madrid venceu o rival por 5x3 nos pênaltis, e foi campeão da Europa pela 11º vez na história.


Um clube tão grandioso, que não tem rival à altura. Somente em 2021, alguém poderá alcançar o Real Madrid em conquistas de Champions. Durante pelo menos mais cinco anos, a Europa terá o seu rei de sempre.

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