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Johan Cruyff morre aos 68 anos


O futebol perde neste dia 24 de março de 2016 uma de suas maiores lendas. O homem que marcou, como jogador e como técnico as maiores revoluções recentes no esporte, de maneira direta ou indireta. Seja como o craque do Carrossel da Holanda e do Ajax, seja como técnico do Dream Team do Barcelona dos anos de 1990, Johan Cruyff jogou e contribuiu para o futebol como nenhuma outra figura o fez até hoje. Um homem que defendeu e lutou por suas idéias com a mesma garrar que lutou contra o câncer. Para a doença, hoje, infelizmente ele perdeu. Deixa o nosso convívio físico, mas o seu espírito, estará vivo, enquanto houver o amor pelo verdadeiro futebol, enquanto houver o craque, o coletivo, o jogo bonito.

Estreou na equipe profissional do Ajax na derrota por 3 a 1 para o GVAV, pela Eredivisie. Marcou o gol da sua equipe. Em 1965, começou a ser treinado por Rinus Michels no clube. O técnico, inciou a montagem da equipe que revolucionária o futebol Mundial, e Cruyff se tornou o seu representante em campo.
O mundo então se encantou com a inteligência ímpar, e a habilidade de Cruyff. Um jogador com uma capacidade tão grande ou até maior do que a de Guardiola e Xavi para ler o jogo em campo, e um talento quase igual ao de Messi, Maradona e Pelé com a bola nos pés. 

Como jogador, Cruyff conquistou 3 Ligas dos Campeões, 3 Capeonatos holandeses, 3 Copas da Holanda e um Mundial de clubes com o Ajax, além de ter sido vice-campeão da Copa do Mundo de 1974 com a Seleção holandesa. Ganhou três vezes a bola de ouro (1971, 1973 e 1974), e só não foi vice-campeão Mundial em 1978, porque não foi à Copa, em protesto contra a ditadura argentina.


Nos anos de 1970, Cruyff deixou o Ajax e foi defender o Barcelona. Na Catalunha, ajudou o clube a conquistar o Campeonato Espanhol depois de anos de jejum e de supremacia do Real Madrid, aliviando um sofrimento enorme do torcedor.

No final da carreira, defendeu o PSG em ação promocional, além de vestir as camisas de Los Ángeles Aztecs, Washington Diplomats, Levante e Feyenoord. Após se aposentar, treinou o Ajax entre 1985 e 1988, conquistando a Recopa europeia 1987-1988, com craques como De Boer, Dennis Bergkamp e Sonny Silooy no time. 


Voltaria à Barcelona, para entrar de vez para a história do clube catalão. Comandou os Culés na conquista da primeira Liga dos Campeões, na temporada 1991-1992. Ninguém foi tão grande quanto Johan Cruyff como jogador e treinador. Di Stéfano se aproximou, mas como técnico, ficou a baixo.


Além do que fez pelo Barcelona dentro de campo e no banco, ainda se tornou um ídolo do povo Catalão. Monarquista, não era um homem de direita ou esquerda, mas detestava ditaduras. Na Espanha, enfrentou Franco, e se tornou símbolo da Liberdade da Catalunha, ganhando o apelido de "Salvador".


Em uma época onde era proibido nomear crianças com nomes típicos do idioma catalão, Cruyff viajou até a Holanda para batizar seu filho de Jordi. Anos depois, o herdeiro, apesar de não ter se tornado um grande jogador, chegou a defender a seleção catalã, da qual Cruyff também foi treinador.

Ao todo, Cruyff conquistou 14 títulos como jogador, e 22 como treinador


De fato, um homem que mudo o futebol. Se o esporte bretão, tem o seu A.C. D.C., ele pode ser dividido em antes e depois de Cruyff.



Vá em paz, Lenda.


QEPD. Johan Cruyff (1947-2016).


Barcelona, antes e depois de Cruyff:







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