As Ligas de um Clube só na Europa



Imagem: Lancepress

Como não reparar naqueles Campeonatos onde sempre ganham os mesmos clubes, quando não o mesmo, e de uma maneira tão fácil e disparada que o certame parece ficar sem graça. O fenômeno das chamadas Ligas de um clube só, ficou ainda mais acentuado nos últimos anos, após o surgimento da lei Bosman e do caminho das Ligas na Champions League. E esta tendência, só deve crescer nos próximos anos.

A Ligue 1 é hoje o maior exemplo de Campeonato de um time só. O bilionário PSG hoje joga sozinho na França, e as dúvidas são em que rodada o tetracampeonato será conquistado, com quantos pontos de vantagem para p segundo colocado e se será ou não invicto. Até o momento o PSG segue invicto na Ligue 1 2015-2016, e já soma 17 pontos a mais que os seua perseguidores, o surpreendente Angers e o Monaco, que parece ser o segundo melhor elenco da Liga, mas passa longe do nível do PSG.

O Bayern de Munique é atualmente tricampeão da Bundesliga, busca o Tetra, e ainda não abriu uma vantagem muito grande na ponta apenas porque o Borussia Dortmund de Thomas Tuchel faz um esforço tremendo para brigar pela taça. O Olympiakos, com 100% de aproveitamento em 14 pontos já abriu 15 pontos de vantagem para o vice-líder AEK Athenas e 17 para o Panathinaikos. Na Suíça, o Basel já abriu 10 pontos de vantagem para o vice-líder Grasshoppers e 15 para o terceiro colocado Young Boys. Na Escócia, o Celtic vem somando conquistas com facilidade, especialmente após a queda do Rangers para as divisões inferiores.





E os campeonatos de um clube são encontrados tanto nas tradicionais Alemanha, França e Escócia quanto em mercados periféricos, em especial no Leste Europeu. O maior exemplo atual por lá no momento acontece na Sérvia. Apesar de a taça mudar de mãos com constância nos últimos anos por lá, na atual temporada o tradicional Estrela Vermelha não deixa dúvidas que retomará o título de campeão Sérvio. Com apenas meia temporada andada, o Campeão da Europa de 1991 já rompe a fronteira dos 60 pontos, e abriu mais de 20 pontos para o segundo colocado. Outro gigante que desperta na Cortina de Ferro é o Ferencvaros. O clube que Puskás defendeu e encantou o Mundo nos anos 50 retoma a sua força e já abriu 18 pontos de diferença para o vice-líder Újpest e 19 para o terceiro colocado Videoton que vinha dominando o futebol húngaro nos anos recentes. Também por lá, o Dinamo Zagreb ganhou o Campeonato Croata nas últimas 10 temporadas, deve conquistar a taça mais uma vez na atual época, e coloca quase sempre mais de dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Nada que o BATE Borisov também não faça em Belarus.

Indo para a região da Escandinávia, a Dinamarca tem atualmente a Liga mais polarizada. O Copenhagen manda e desmanda na terra de Bendtner, algo similar ao que o HJK Helsinque faz na Finlândia. O Malmö também vinha de duas conquistas consecutivas na Suécia, até perder a taça neste ano.

Na Península Ibérica, Portugal vê um revezamento entre Benfica e Porto na ponta nos últimos anos. Geralmente, aquele vai pior na Europa leva a Liga Sagres, com exceção da  temporada 2010-2011, quando o Porto de André Villas-Boas venceu a Liga Europa e o título Nacional. Contudo, o Sporting este ano tem a chance de retomar a taça, estando frequentando com constância a ponta da competição. Na Espanha, o Atlético de Madrid também colou no Barcelona, e pode vencer a sua segunda Liga nas últimas três temporadas, mostrando que é sim uma terceira força, e a Liga hoje não é bipolarizada como nos tempos de Guardiola e Mourinho.

Ainda poderíamos citar outras Ligas, como a da Eslovênia, onde o Maribor vem dominando nos últimos anos, a Geórgia e o poderoso Dínamo Tbisili, a Moldávia e o Sheriff Tiraspol, ou mesmo a Itália, com a sua tetracampeã Juventus, mais algumas outras, que renderiam vários parágrafos ainda. Consequências de uma má gestão de Platini e do desnível financeiro do futebol moderno, que vão formando uma bolha, que uma hora ou outra irá estourar, e gerar consequências ainda piores ...

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