O Campeonato Russo e a interferência política de Putin




O Campeonato Russo e a interferência política.


Recentemente,  Vitaly Mutko, ministro dos Esportes russo, anunciou a proibição da contratação de jogadores turcos por parte de clubes russos a partir de 2016. Tudo bem, atletas turcos que já estejam atuando no país, como Gokdeniz Karadeniz, não serão impedidos de seguir trabalhando. A medida,  no entanto, vai ao encontro com a proibição da presença de treinadores estrangeiros na mais importante ex-República Soviética. Há o princípio de um processo de nacionalização do futebol russo, na contramão da internacionalização do futebol Mundial na atualidade.


O Campeonato Russo cresceu absurdamente de nível no Século XXI, muito por causa da presença de jogadores e técnicos estrangeiros,  e fica praticamente inviável imaginar a Liga brigando com França e Portugal por um lugar no Top-5 do ranking da UEFA, como acontece nesta temporada.


Atual Campeão russo e melhor campanha na atual fase de grupos da UEFA Champions League, o Zenit, clube mais rico do país, alcançou esta condição técnica muito por causa do trabalho do técnico português André Villas Boas, e da presença de jogadores de Classe Mundial, que serviriam para a maior parte das equipes do futebol Mundial. Hulk e Witsel teriam lugar em 95% das equipes das grandes Ligas da Europa e  o titular da Seleção argentina Ezequiel Garay é zagueiro para qualquer time do Mundo. Fora isto, nomes como Neto e Criscito completam um elenco, que ainda conta com alguns nomes da Seleção Russa.


Mesmo o atual líder da competição,  o CSKA Moscou, não conseguiria manter seu nível sem um aditivo vindo de fora. A equipe tem o técnico e a base defensiva da Seleção russa, do meia para frente a equipe iria padecer. O setor forte do time é o meio-campo, formado pelo israelense Natcho, o finlandês Roman Eremenko e o sueco Elmander. O local Dzagonev é um dos pontas, mas o outro é o Sérvio Tosic. No setor ofensivo Musa é fundamental,  mas sem os gols do marfinense Doumbia, a equipe provavelmente não manteria o mesmo nível. Na temporada passada, a equipe caiu demais na segunda metade, após a sua ida para a Roma. Com sua volta no começo da atual época,  os resultados positivos também voltaram. Fora o apoio sempre eficiente do lateral-brasileiro Mário Fernandes.


Os outros grandes nomes do Campeonato Russo também são forasteiros: o brasileiro Ari (Krasnodar), o congolês Cristopher Samba (Dynamo Moscou), o holandês Quincy Promes (Spartak Moscou), o polonês Maciej Rybus (Terek Grozny), o Senegalês Oumar Niasse (Lokomotiv Moscou), o ucraniano Marko Devic (Rubin Kazan) e o uzbeque Odil Akhmedov (Krasnodar).


Fica a esperança de que as interferências do governo de Vladimir Putin no Campeonato Russo cessem,  que a decisão quanto aos treinadores seja repensada, e que o futebol possa se desenvolver na sua plenitude em um país tão importante,  e que sediará a próxima Copa do Mundo. Fora que o mercado russo hoje é um dos que maia colocam dinheiro no mercado,  e fazem a engrenagem girar. 


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