10 Jogadores para ficar de olho no Mundial Sub-17



Craques como Verón, Ronaldinho, Tevez, Casillas, Kroos, Fàbregas, David Silva e Salvio, a turma da edição de 2009, formada por Isco, Morata, Gotze, Coutinho, Neymar, Joel Campbell e Mustafi ou a de 2013, de Boschilia, Nathan, Iheanacho, Alen Halilovic e Raúl Gudinõ, não deixam nenhuma dúvida de que o Mundial Sub-17 é atualmente o maior celeiro de craques, a frente até do Sub-20, onde alguns jogadores vão direto defendet as Seleções Sub-21, ou mesmo a adulta.

Tudo bem, talvez os europeus ainda não valorizem tanto a competição, e por isto mesmo, apenas em três edições o título tenha saído do eixo África-Brasil-México.

Os africanos, com Nigéria e Gana, dão ao seu continente, que jamais chegou a uma semifinal de Copa do Mundo adulta, a condição de maiores vencedores do torneio de base, por exemplo. Sim, várias destas promessas africanas não vingam, e os casos de "Gatos", jogadores que adulteram a idade, são frequentes. Não que isto não ocorra com a seleção brasileira também.

Em 2003, o volante Carlos Alberto, que jogou posteriormente no Figueirense e no Corinthians, foi Campeão da Copa do Mundo Sub-17 com o Brasil. Seria algo normal, se o jogador não tivesse, na realidade, 22 anos na época, fato que só foi descoberto bem depois. E mesmo quanto as eternas promessas, quem não se lembra de Fábio Pinto, Anderson ou Lulinha? E se formos para outros países, que tal lembrar do argentino Villalba, do americano Freddy Adu (que chegou até a atuar no Bahia) e do francês Sinama-Pongolle, eleito o craque da edição de 2001.

De certo, exemplos para o bem e para o mal existem, mas é bom sempre ficar de olho, para não perder o surgimento de um nivo craque, mas também ter calma com os guris.

A 16ª edição do torneio começou neste último sábado no Chile e a final acontecerá no dia 8 de novembro, tendo também seus candidatos a brilhar no futuro entre os adultos. E nós separamos, doze estrelas para você ficar de olho, para fugir um pouquinho do tradicional Top-10.

Boa leitura!

Antes, só vamos repassar os grupos do Mundial:

Grupo A: Chile, Croácia, Nigéria e EUA
Grupo B: Brasil (campeão sul-americano), Inglaterra, Guiné e Coreia do Sul
C: Austrália, Alemanha, México e Argentina
Grupo D: Bélgica, Mali (campeão africano), Honduras e Equador

Grupo E: Costa Rica, Coreia do Norte, Rússia e África do Sul
Grupo F: Nova Zelândia (campeão da Oceânia), Síria, França e Paraguai

Wout Faes (Bélgica)
O termo geração belga começa a ficar ultrapassado. Não, a Bélgica não tem só uma boa geração. É um país que revela a cada ano vários talentos, e o mais novo deles é Faes. Conhecido como o "David Luiz Belga", o jogador demonstra mesmo tão jovem um grande espírito de liderança, é bom no jogo aéreo e por baixo.

Ismail Azzaoui (Bélgica)
Também é bom ficar de olho em Ismail Azzaoui neste time belga. Descendente de marroquinos, o "Novo Hazard" foi vice artilheiro do Europeu sub-17, é conhecido pela habilidade e pelo drible fácil. Azzaoui surgiu no Anderlecht, já passou pelo Tottanham e hoje está no Wolfsburg.

Jay DaSilva (Inglaterra)
Sem o seu principal jogador desta geração, Reece Oxford, o jogador para se destacar desta Inglaterra é o lateral-esquerdo do Chelsea Jay DaSilva. Um dos principais destaques da equipe dos Blues campeã da Youth League 2014/2015, ele demonstra sempre um apoio, sem deixar de lado a consistência defensiva. Já é titular do Chelsea Sub-21, e em breve deverá ganhar chances com José Mourinho na equipe principal.

Odsonne Edouard (França)
Principal promessa do futebol francês hoje, o atacante do PSG foi o melhor jogador e o artilheiro do último Europeu sub-17 na Bulgária, com oito gols em cinco partidas. Assim, o jogador nascido na Guiana Francesa, se tornou o maior artilheiro de uma única edição do Euro Sub-17, sempre marcando gols importantea, como o hat-trick na vitória de 4x1 sobre a Alemanha na decisão. Seus gols geralmente são bonitos e de muita técnica, seguindo a linha dos recentes atacantes franceses (Henry, Trezeguet, Martial).

Luca Zidane (França)
Um episódio a parte neste Mundial será a participação de Luca Zidane, filho de ninguém menos do que Zinedine Zidane. O herdeiro, que defende o gol da França Sub-17 tenta mostrar cada vez mais que além de nome tem qualidade, e vem fazendo isto com maestria. Luca Zidane defendeu três penalidades na semifinal do Euro contra a Bélgica, e foi peça chave para o título dos Bleus. Agora, se espera que justamente 17 anos depois, um Zidane volte a ser Campeão Mundial. Vale lembrar, que Luca também defende o gol nas categorias do Real Madrid.

Felix Passlack (Alemanha)
A Alemanha revela várias jogadores de talento a cada ano, e desta safra Felix Passlack, excelente atleta do Borussia Dortmund parece ser o melhor nome. Algumas de suas características lembram Lahm, em especial o fato de ser capitão e a versatilidade em campo, já que ele pode atuar nas duas laterais, como volante, meia e até atacante. Faz tudo isto no melhor estilo alemão, com muita velocidade e eficiência. Em breve deverá ganhar mais chances com Tuchel no time principal do BVB.

Tomás Conechny (Argentina)
Conechny não era titular da Argentina no começo do Sul- americano sub-17, mas quando entrou na equipe, não saiu mais. O atacante do San Lorenzo carrega as características dos últimos delanteros revelados pela albiceleste: habilidade, técnica, velocidade e faro de gol. O Mundial Sub-17 é o título que falta para a Argentina, e Conechny é a principal esperança para que a taça enfim venha.

Sergio Diaz (Paraguai)
Muito comparado a Sergio Aguero, Sergio Diaz é conhecido como "El Kun" em seu país. O atacante do Cerro Portenho é bastante móvel, tem capacidade para atuar pelos flancos e como centroavante, tendo um faro de gol muito apurado. Equipes da Europa já manifestaram interesse no seu futebol.


Pablo López (México)
O México é muito forte na categoria Sub-17. Nos últimos cinco Mundiais, guarda duas conquistas e un vice na última edição, apresentando ao Mundo nomes como Giovani dos Santos, Carlos Vela e Héctor Moreno. A promessa desta vez é Pablo López, que no Pachuca, é apontado como um talento diferenciado. Joga como meia.

Lee Seung-Woo (Coreia do Sul)
O grande pivô da crise entre o Barcelona e a FIFA, que gerou a punição ao clube catalão de não poder contratar jogadores por duas janelas de transferências. Neste Mundial Sub-17, ele terá a chance dr mostrar ao Mundo porque despertou o interesse do Barcelona aos 12 anos, e ganhou o apelido de "Messi coreano". Com características similares as do argentino, seguramente, por tudo que já mostrou em La Masia, é um jogador diferente. Só poderá disputar jogos oficiais pelo Barcelona em janeiro, quando completarà 18 anos. Em 2016, deverá ganhar chances com Luis Henrique.

Lincoln (Brasil)
Com apenas 15 anos, impressionou tanto Felipão que o técnico queria o levar já para a equipe principal. Fábio Koff, então presidente do Grêmio não deixou, pois Lincoln ainda não podia assinar um contrato profissional, e exposto, poderia ser assediado por outras equipes. Já em 2016, foi aproveitado em vários jogos no campeonato Gaúcho e no Brasileirão com a equipe principal. Veloz, de bom drible e movimentos, lembra bastante Douglas Costa, jogador que também surgiu no Grêmio e hoje está no Bayern de Munique. Ainda cobra muito bem faltas.

Davor Lovren (Croácia)
Irmão do zagueiro do Liverpool, Davor Lovren é mais um dos jogadores do Dínamo Zagreb, que em massa forma a base desta Croácia. Ao lado de Brekalo, Sosa e Moro forma um quarteto letal, que vai dar o que falar no decorrer do torneio.
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