Guia da Champions League 2015-2016: Barcelona

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O amante da UEFA Champions League sabe, que desde 1992, quando a competição passou a ter este formato e nome, nunca uma equipe foi campeã em duas temporadas consecutivas. O Barcelona é novamente o desafiante do tabu, e tenta fazer aquilo que quase conseguiu em 2010 e 2012. As razões para a dificuldade do campeão na Champions seguinte são muitas, mas podemos nos resumir à três: Excesso de partidas, maior visão por parte dos adversários e o natural relaxamento pós sucesso. Porque o Barcelona 2015-2016 pode fazer diferente e superar tudo isto? O motivo pode ser escrito com três letras: MSN.


Na Supercopa da UEFA, alguns desafios já ficaram expostos para a equipe comandada por Luís Henrique. Primeiro, todo e qualquer adversário vai vender muito caro qualquer derrota para o Barça. A defesa, que parecia um problema, pareceu ser arrumada com a boa fase de Vermaeleen, que enfim tem condições de jogar pelo clube, e será o grande reforço da equipe, ao menos até janeiro, já que os recém-contratados Arda Turan e Aleix Vidal não podem jogar por conta da punição da FIFA. Com Vermaeleen, Luis Henrique terá condições de dar um descanso maior à Mascherano e Piqué, ou até utilizar Masche como volante, descansando Busquets, peça fundamental para o funcionamento da equipe nos jogos mais cascudos.

Um time equilibrado, se estabelece justamente pelo meio. E a meiuca do Barça, é do tipo que equilibra qualquer equipe. Busquets é um dos melhores, se não o melhor volante do planeta; Rakitic é peça chave na armação, sendo o homem do setor que mais conclui ao gol, e Iniesta, quando livre das lesões, é aquele cara que faz a diferença como só um dos maiores jogadores da história faz. O grande problema, é como conseguir encarar metade da temporada, praticamente só com os três. Xavi foi para o Al Saad do Catar, Rafinha vai se revezar como reserva de Iniesta e do ataque, após a saída de Pedro, e Sergi Roberto se revezará cono reserva do meio e de Daniel Alves, da lateral-direita. Até, ao menos, Douglas e Adriano se recuperarem de lesão e os recém-chegados Arda Turan e Aleix Vidal, hoje impedidos de entrar em campo por conta da punição da FIFA poderem atuar, algo que só acontecerá em janeiro. De resto, basicamente, todas as outras opções do meio para frente são garotos, como Munir, Sandro e Samper, que talvez ainda não estejam totalmente preparados para encarar os desafios desta longa temporada. 

Sobre o ataque do Barcelona, há pouco a falar. Messi, Neymar e Suárez formam o melhor trio de ataque do planeta, e se há um porém a ser destacado, é a ausência de um reserva a altura após a saída de Pedro para o Chelsea. Se espera que o MSN esteja inteiro para encarar ao menos os jogos mais importantes da temporada, sendo garantia de gols e pontos. 

Apesar de contestado no começo do trabalho, Luís Henrique parece afirmado como técnico do Barcelona hoje. O seu rodízio de jogadores na primeira metade da temporada passada, bastante criticado pelo público e pela mídia, foi o que, aliado ao excelente trabalho do preparador físico Rafael Pol, permitiu ao Barça chegar no final da temporada, dentro.da medida do possível, inteiro, mesmo com um estilo de jogo de marcação pressão e alta, forçando o adversário ao erro ainda em seu campo. No caminho contrário, rivais como o Real Madrid, o Bayern de Munique e a Juventus se diluíam em lesões no final da época. Se Luís Henrique errou, ele também acertou bastante. O treinador que deixou o Barça B em 2011 já retornou bem mais maduro em 2014, e pareceu crescer ainda mais no decorrer da temporada. Corrigir o posicionamento de Messi e Suárez, não persistindo no erro e na teimosia já foi algo importante. Se cercar de um Staff espetacular, corrigindo problemas crônicos como a bola aérea, foi mais importante ainda. 

Vale lembrar que nesta temporada, já de início, o Barça teve cinco jogos extras inseridos em seu calendário (um pela Supercopa da UEFA, dois pela Supercopa da Espanha, e dois pelo Mundial de Clubes). Um desafio em tanto, ainda mais com um grupo mais raso. Porém, nem mesmo o mais pessimista torcedor blaugrana acredita que a equipe corre riscos de não se classificar, em primeiro lugar, neste grupo E da UEFA Champions League, em que faz companhia ao Bayer Leverkusen, a Roma e ao BATE Borisov. No mata-mata, é torcer por um caminho mais tranquilo do que o da temporada passada, tornando assim mais fácil a até hoje quase impossível missão de ser Bicampeão da Luga dos Campeões.

Time-base:  Ter Stegen; Dani Alves, Piqué, Vermaelen e Jordi Alba; Sergio Busquets, Rakitic e Iniesta; Messi, Suárez e Neymar. Técnico: Luis Enrique.




No Mercado:






Vem:

Aleix Vidal (Sevilla).
Arda Turan (Atlético de Madrid)


Vai:

Xavi (Al Sadd)
Pedro (Chelsea).
Martín Montoya (Internazionale)
Gerard Deulofeu (Everton)
Ibrahim Afellay (Stoke City)
Alex Song (West Ham) 
Adama Traoré (Aston Villa)
Alen Halilovic (Sporting de Gijón)

Lista de inscritos para a Champions League 2015/2016:


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