Grandes Times: o Arsenal dos Invencibles



Um time invencível. Assim dá para definir o Arsenal do começo do Século XXI, que fez história ao ser Campeão da Premier League 2003-2004 sem perder nenhuma partida e passar 49 jogos invicto no maior Campeonato Nacional do Mundo, igualando a marca do Preston North End, alcançada em 1888/1889, 115 anos antes.


O começo da era vencedora se deu em meados dos anos 90, com um marco que mudaria a História dos Gunners: a chegada de Arsène Wenger, em 1996. Até então um comandante sem renome, Wenger foi bastante contestado em sua chegada, mas acabou mostrando sua competência. Se em períodos anteriores o Arsenal ficou conhecido pelo estilo de jogo "feio" e que abusava das bolas alçadas na área, o popular "chuveirinho", com o técnico francês isto ficou para trás.


Sob o comando de Wenger, o Arsenal passou a primar pelo toque de bola rápido, a intensidade e a velocidade nos contragolpes, estilo de jogo que ficou futuramente caracterizado como a maneira Premier League de jogar Bola. Wenger trouxe muitos jogadores franceses para o elenco, que aliados à alguns companheiros pertencentes à nata do Futebol Mundial, formariam um Esquadrão que entraria para  a História do Futebol.





Os frutos do trabalho começaram a ser colhidos na temporada 1997-1998, quando os Gunners foram campeões da Premier League, da FA Cup e da Supercopa da Inglaterra, com um ataque formado por Davor Šuker, Thierry Henry e Nwankwo Kanu. Na Copa da UEFA 1999-2000,  o Arsenal quase alcançou um título Internacional, mas parou no Galatasaray, em um jogão, só decidido nos pênaltis.





Com o passar do tempo, o Arsenal foi se fortalecendo ainda mais, e o começo do Século XXI marcaria o auge da era Wenger. Na temporada 2001-2002, a "Seleção Mundial" dos Gunners já estava praticamente montada. A espinha dorsal continha o goleiro da seleção inglesa Seaman, o lateral camaronês Lauren Mayer, uma zaga com Keown e Campbell, o então jovem ala esquerdo Ashley Cole, os meio-campistas Vieira, Parlour, Gilberto Silva, Ljungberg, Bergkamp e na frente o fantástico Thierry Henry. No banco, ainda haviam nomes como  Kolo Toure, Robert Pirès, Edu. Estava formado assim um time pronto para fazer história. Mas o ataque era o ponto forte deste Arsenal. Bergkamp tinha a classe, Pirés a categoria, Henry tudo ...




O Arsenal dominou a Premier League 2001/2002 de  uma maneira quase incontestável. O clube foi campeão somando 7 pontos mais que o  vice-campeão Liverpool. Na campanha, 26 vitórias, 9 empates e apenas 3 derrotas, com 79 gols marcados e apenas 36 sofridos. Para melhorar a situação, o título foi consumado no estádio de Old Trafford, ao derrotar o Manchester United por 1 a 0. Thierry Henry foi o artilheiro do torneio com 24 gols, e Robert Pirés o rei das assistências, com 15. O Arsenal fez a dobradinha doméstica e faturou, também a FA Cup, após passar por Watford (4×2 ), Liverpool (1×0 ), Gillingham (5×2 ), New Castle (1×1 e 3×0) e Middlesbrough (1×0), e derrotar na decisão o Chelsea, de Petit, Le Saux, Gallas, Desailly, Lampard, Hasselbaink e Zola por 2 a 0. Ainda em  2002, o Arsenal faturou a Supercopa da Inglaterra ao vencer o Liverpool por 1 a 0, com gol do volante brasileiro Gilberto Silva.







Se na Premier League 2001/2002 os Gunners já tinham feito uma temporada sensacional, na temporada 2003/2004 os feitos só se engrandeceriam mais. Os Gunners passaram invictos pelas 38 rodadas do melhor Campeonato Nacional do mundo, somando 26 vitórias e 12 empates, marcando  73 gols e sofrendo apenas e tão somente 26. Thierry Henry novamente foi o artilheiro da Premier League, com 30 gols. Neste mesmo 2004 o Arsenal ainda venceu a Supercopa da Inglaterra, batendo o Manchester United.





Além disto, o Arsenal também terminou a temporada invicto, numa invencibilidade que durou 49 partidas entre a Premier League e as Copas europeias e nacionais. Até hoje, nenhum time inglês conseguiu tal feito. O Arsenal só voltou a perder em uma derrota em outubro de 2004, por 2 a 0 para o Manchester United.


A partir daí, o desempenho dos Gunners iria sofrendo alguma queda no rendimento. Mesmo assim, esta equipe ainda conseguiria render o  título da FA Cup, em 2005 e o vice-campeonato da Champions League 2005-2006, quando o Arsenal só parou na decisão contra o Barcelona de Ronaldinho, após eliminar o inesquecível Villareal de Riquelme na semifinal. 





Na final do Stade de France, o Arsenal saiu na frente, com um gol de cabeça do zagueiro Campbell. Os Gunners fizeram uma marcação especial e muito efetiva em cima de Ronaldinho, e o Barça teve muitas dificuldades. Contudo, os catalães conseguiriam virar o jogo, com um gol de Samuel Eto'o e outro de Belleti, o Herói improvável. 






A derrocada já havia começado a acontecer quando Patrick Vieira foi para a Juventus, e um símbolo do final desta era foi a saída de Thierry Henry para o Barcelona, em 2007. O técnico Arsene Wenger segue no Arsenal até hoje, e não há um torcedor dos Gunners sequer que um dia vá esquecer daquela equipe.


Time-base: Lehmann, Lauren, Campbell, Touré e Ashley Cole; Pires, Gilberto Silva, Vieira e Ljunberg; Bergkamp e Henry.
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