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Champions 2013-2014: Real Madrid conquista "La Decima"


O número 10 tem um significado absurdo na vida e no futebol. Na escola, o aluno sempre busca ser Nota 10. No Basquete, craque é o cara que faz 10 pontos e pega 10 rebotes, alcançando um double-double. No Futebol, o craque do time é o camisa 10. De uma forma ou de outra, nós passamos a vida mirando conseguir o 10, ser 10. Se o número 10 é o mantra da vida de cada ser Humano, com o Real Madrid, não era diferente. O clube passou anos buscando a Conquista de "La Decima" Liga dos Campeões. E ela veio, justamente na edição 2013/14.

Para quem não conhece a verdadeira História do Real Madrid, pode pensar que  a vida merengue sempre foi um mar de rosas. Não deve ser fácil jogar ou ser Técnico no Real Madrid. Da para imaginar a pressão que deve sofrer quem tem a responsabilidade de defender o clube que é possivelmente o maior do planeta. Tantos craques já vestiram a camisa merengue, tanta História tem por trás desta camisa.

Desde que conquistou a sua nona Taça/Liga dos Campeões, "La Decima" se tornou um Mantra Madridista. Neste período, o Real passou vários anos sendo eliminado nas Oitavas de final. Era necessário mudar algo, por que aquelas eliminações nas Oitavas de final já estavam se tornando uma verdadeira maldição.

Quando buscou a contratação de José Mourinho, o Real deu sinais de que se não dava para ser Campeão Europeu jogando bonito e encantando, que o Fosse jogando feio, com um gol de Canela impedido no último minuto da decisão. Com o tempo, no entanto, três eliminações consecutivas nas semi-finais, o estilo extremamente defensivo e a personalidade forte do Português foram o desgastando no comando, e ele acabou por sair do Santiago Bernabéu .

Com isto, Carlo Ancelotti chegou ao Real com a missão de montar um time equilibrado. E ele o fez. O Real foi impecável no caminho até esta final. Não é fácil passar pela primeira fase em um grupo que contava coma poderosa Juventus e o perigoso Galatasaray, além do Copenhagen. Sem ver obstáculos pelo caminho, o Real passou e somou 16 pontos, apenas empatando com a Juventus na Itália. De resto foi uma verdadeira patrola, inclusive enfiando um 6 x 1 no Galatasaray, em Istambul.





Os mata-matas se tornaram uma verdadeira saga do Real Madrid contra as equipes da Bundesliga. O primeiro time alemão a cair perante os merengues, foi o Schalke 04. Os Azuis Reais levaram um Humilhante 6 x 1 (fora o Baile) em casa, e foram até a Espanha para novamente perder, agora por 3 x 1. O time germânico que mais fez frente ao Real, foi o Borussia Dortmund. Com muitos desfalques, os aurinegros levaram 3 x 0 no Santiago Bernadéu, mas no Signal Iduna Park, venceram por 2 x 0, com o Real sendo salvo pelo goleirão Casillas, que fez grandes defesas para manter vivo o sonho de La Decima.

A Semi-Final colocava frente a frente o maior campeão da Champions, o Real Madrid, contra o até então atual Campeão, o Bayern de Munique. Com uma atuação segura em casa, o Real venceu por 1 x 0 no Santiago Bernabeu, o que lhe deu tranquilidade para ir até Munique, e com um Bayern nervoso, golear o Gigante da Baviera, em sua casa por 4 x 0, em jogo que marcou o 15 º e o 16 º gol de Cristiano Ronaldo, que se tornou o maior artilheiro da História de uma só edição da Liga dos Campeões.



A Final


No dia 24 de maio de 2014, Real Madrid e Atlético de Madrid se enfrentaram em Lisboa. Um jogo épico, que será reeditado no próximo Sábado, em mais uma final de Champions League.


A Batalha aconteceu as margens da Catedral de Lisboa , no Estádio da Luz. De um lado, o virtuoso e badalado Real Madrid, e  do outro o Bravo e aguerrido exército do Atlético de Madrid. Certa vez, o presidente da FIFA chamou Cristiano Ronaldo de General. Pois era do General a missão de comandar os protegidos de Cibele. Já os protegidos de Poseidon eram liderados pelo Comandante Diego Simeone, e tem  a fama de serem a nova versão do Exército Espartano, comandados em campo por Arda "Leônidas" Turan, que infelizmente ficou de fora da partida.Infelizmente por que literalmente, nenhum jogador é tão a cara do Atlético quanto ele. Quando o árbitro Bjorn Kuipers apitou, o mundo parou para acompanhar o grande encontro anual de fãs do Futebol.

O jogo começou, mais ou menos como esperado: o Atlético encaixando a sua boa marcação e o Real com mais posse de bola. O Real iniciou com Khedira substituindo Xabi Alonso na primeira função, o que não mudava muito o jeito de jogar da equipe.



Mas o Fundamental é que o jogo foi do começo ao fim intenso, pegado e peleado. Em uma partida assim, só uma lance de bola aérea ou uma jogada individual para resultar em gol. E foi na bola aérea, que o zagueirão Godín encobriu o goleiro Casillas do Real Madrid e colocou o Atlético de Madrid em vantagem no marcador, algo que permaneceria durante o restante dos 90 minutos de tempo regulamentar. Sõ que não nos acréscimos.

O Real não conseguia armar as suas tradicionais jogadas, e mesmo quando Isco entrou no lugar de Khedira, o time foi muito mais na base do Coração que da virtude para cima do Atlético,que se defendia bem. Mas a Final da Champions League é um jogo mágico. E com esta magia, já nos acréscimos, Sergio Ramos meteu a cabeça na bola e empatou a partida, levando ela para a prorrogação.



Certamente o Atlético sentiu o golpe do gol de empate. Mais do que isto: foi quem passou a maior parte do jogo marcando, se desgastando, por não ter a bola. O Real pareceu mais inteiro. Enquanto os jogadores do Atlético se estiravam no chão e bebiam água antes da prorrogação, os do Real se mantinham de pé, e acima de tudo, motivados .Também da para ressaltar, a coragem de Ancelotti. Ele tirou o único volante, deixou o time com seis jogadores de característica ofensiva do meio para frente, promoveu a entrada de um lateral agudo (Marcelo, que aliás, entrou muito bem) e foi premiado na prorrogação.

Não deve ser fácil jogar ao lado de Messi na seleção e de Cristiano Ronaldo no clube,  e ainda assim, brilhar. É isto que faz Di Maria, que na prorrogação, rasgou a defesa do Atlético a dribles pelo lado esquerdo e colocou uma bola na cabeça de Bale, que colocou o Real Madrid na frente do placar.



O gol deixou o Atlético de Madrid sem chão. O time ficou totalmente abatido em campo. Vendo isto, o Real aproveitou e marcou o terceiro gol com Marcelo, após lance individual e chute bem colocado, mais ou menos da meia-lua da grande área, e o quarto, com Cristiano Ronaldo, que se arrastava em campo cansado e sentindo uma lesão. Mas mesmo assim, ele foi um guerreiro e marcou de pênalti, que ele mesmo sofreu, o seu 67° gol na História da Champions League, o 17º só nesta edição, e deu números finais à partida: Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madrid. Uma final para a História.


 


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